FuMTran celebra o Dia do Patrimônio Histórico com mais de 20 mil documentos digitalizados sobre o transporte brasileiro

No Dia do Patrimônio Histórico, celebrado em 17 de agosto, a Fundação Memória do Transporte (FuMTran) reforça sua missão de preservar e difundir a trajetória da mobilidade no Brasil. Criada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 7 de março de 1996, a instituição completou 29 anos em 2025 e mantém um acervo diversificado com documentos, fotos, vídeos, depoimentos e objetos que abrangem todos os modais — rodoviário, ferroviário, aeroviário, aquaviário e infraestrutura.

Lançado em 2021, o Museu Virtual da Memória do Transporte Brasileiro reúne cerca de 20 mil itens digitalizados, entre fotos históricas, documentos, vídeos, áudios e depoimentos. A plataforma é interativa, acessível por smartphone e web, e se destaca no cenário nacional considerando que apenas 3% dos acervos históricos brasileiros estão digitalizados. O objetivo é ampliar o acesso e valorizar a relevância histórica do transporte na formação e desenvolvimento do país.

FuMTran celebra o Dia do Patrimônio Histórico com mais de 20 mil documentos digitalizados sobre o transporte brasileiro

O setor de transporte é um dos pilares da economia brasileira. Segundo dados do Ministério da Infraestrutura e do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL) da Infra S.A., em 2023 o transporte rodoviário de passageiros superou 4 bilhões de viagens, enquanto o volume de cargas movimentadas atingiu cerca de 2 bilhões de toneladas. Nesse contexto, a FuMTran desenvolve iniciativas que vão desde produções audiovisuais até publicações especializadas, fortalecendo a identidade e a memória do setor.

Para Antônio Luiz Leite, presidente da FuMTran, “quando você sabe de onde vem, começa a descobrir para onde vai. Preservar essas estatísticas, documentos, depoimentos e imagens é preservar a identidade do transporte brasileiro, nosso museu digital democratiza o acesso: qualquer pessoa, em qualquer lugar, tem acesso gratuito à história de como o Brasil se conectou e se desenvolveu”.

Além do museu digital, a fundação atua em projetos editoriais de relevância cultural. Em maio de 2025, foi lançado em Manaus o projeto do livro A História do Transporte na Amazônia, em parceria com entidades como FETRAMAZ, FETRANORTE, FENAVEGA, NTC & Logística e o Sistema Transporte (CNT | ITL | SEST SENAT). Segundo Leite, “a iniciativa marca o início de um projeto que contará as histórias das pessoas que fizeram e fazem a logística nesse grande Amazonas”.

Outro projeto em andamento é o livro A Era das Máquinas: História dos Guindastes no Brasil, aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura (PRONAC), com lançamento previsto para 2026. A obra reúne relatos, imagens e dados técnicos sobre a trajetória dos guindastes desde a década de 1930, destacando seu papel no desenvolvimento da infraestrutura nacional.

Para Leite, preservar a memória também é reconhecer os protagonistas do transporte no país. “Muitos caminhoneiros, ferroviários, marinheiros e engenheiros construíram a história do nosso sistema logístico. No entanto, poucos têm suas histórias visíveis aos livros oficiais. Nosso trabalho é dignificar essas trajetórias e expor a importância de quem contribuiu com o crescimento do Brasil”.

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