FSJ Logística incrementa a frota com mais 10 novas carretas bitrem

04/05/2023

A FSJ Logística, transportadora especializada em cargas fechadas com rotas fixas para todo o País, acaba de adquirir e incluir em sua frota 10 novas carretas bitrem, compostas por dois semirreboques ligados por um engate e tracionados por cavalos mecânicos.

A empresa investiu R$ 8 milhões nos equipamentos, com vistas à expansão de sua atuação nas grandes transferências interestaduais e intermunicipais do middle mile do e-commerce, por meio da ampliação de volume transportado de cargas em contratos já em vigor e por conta de acordos com novos clientes. A empresa espera crescer 25% no faturamento em 2023, em relação ao ano passado.

“Temos uma perspectiva de crescimento significativa para o ano, com grande aumento de volumetria, o que justifica o investimento na aquisição das 10 novas carretas bitrem, veículos que também trazem mais eficiência operacional à transportadora”, explica Rafael Jacobsen, diretor de Operações da FSJ Logística.

A carreta bitrem possui mais de 30 metros de cumprimento e sua capacidade corresponde a quase duas carretas. Graças ao maior espaço, a bitrem reduz sensivelmente o custo por tonelada transportada, já que possui apenas uma carreta adicional, dispensando um segundo cavalo mecânico e uma segunda dupla de motoristas.

A operação com a bitrem também proporciona redução de emissões de poluentes, de consumo de combustíveis e de gastos com pneus e outros componentes. São fatores que, consequentemente, barateiam o frete para os clientes, que são os principais players do e-commerce e embarcadores do Brasil.

“A FSJ atua fortemente com esse tipo de equipamento bitrem, focada na otimização, na redução de custos logísticos e em emissões, aspectos que consideramos importante nas nossas operações”, observa Jacobsen.

Atualmente, dos 576 equipamentos da frota da FSJ Logística, 63 são de carretas bitrem, incluindo as 10 novas.

A empresa também se destaca no mercado por ser a transportadora com o maior número de carretas blindadas do seu segmento, sendo 102 no total. As blindagens são elétricas e as carretas são equipadas com fechaduras que só abrem via satélite e quando os veículos estão dentro do raio do Centro de Distribuição dos destinatários. Senhas randômicas de abertura são enviadas a apenas um operador designado em cada um dos clientes da transportadora. A FSJ realiza 5,4 mil viagens por mês, transportando aproximadamente 11,7 milhões de pacotes, que totalizam 82 mil toneladas. São de 4,5 a 5 milhões de quilômetros percorridos em 210 rotas fixas. Esse modelo B2B de negócios pautado em qualidade do transporte, que engloba pontualidade, frota atual com no máximo três anos de uso e alta disponibilidade dos veículos, vem permitindo que a empresa cresça de maneira acentuada.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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