Free Flow e tags de pedágio aumentam eficiência logística e reduzem emissões nas rodovias brasileiras, destaca a Move Mais

A digitalização dos sistemas de cobrança nas rodovias brasileiras, impulsionada pelo avanço das tags de pedágio e pela implantação do modelo Free Flow, começa a ganhar relevância como ferramenta para ampliar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais no transporte rodoviário, aponta a Move Mais, empresa que atua no segmento de meios de pagamento para mobilidade há 14 anos e atende transportadoras, embarcadores, operadores logísticos e consumidores finais com soluções voltadas ao pagamento de pedágios e ao Vale-Pedágio Obrigatório (VPO).

O modelo Free Flow, que elimina praças físicas de pedágio e permite a cobrança eletrônica automática, reduz a necessidade de paradas, elimina o manuseio de dinheiro e contribui para melhorar a fluidez do tráfego. Com isso, há redução de congestionamentos, menor consumo de combustível e aumento da segurança nas rodovias.

Além disso, o sistema digital permite maior previsibilidade nas viagens, fator relevante para operações logísticas que dependem de prazos e planejamento de rotas, aponta a empresa.

No cenário internacional, sistemas semelhantes já vêm sendo utilizados como instrumentos de política ambiental. Na Alemanha, por exemplo, o pedágio eletrônico passou a incorporar critérios relacionados às emissões de CO₂, vinculando a cobrança a parâmetros ambientais.

No Brasil, a expansão do Free Flow e das tags de pedágio abre caminho para soluções semelhantes, integrando mobilidade digital, gestão de tráfego e sustentabilidade. A tecnologia também permite o desenvolvimento de novas funcionalidades voltadas à análise de dados e à gestão de mobilidade.

“Esse movimento cria um espaço enorme para adaptação e inovação por parte das empresas de tags, que deixam de ser apenas meios de pagamento e passam a atuar como plataformas de dados e gestão de mobilidade. A tecnologia já permite diferenciar perfis de usuários, incentivar boas práticas e apoiar políticas públicas voltadas à eficiência logística e à redução de emissões”, afirma Petrus Moreira, diretor comercial da Move Mais.

Dados da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) indicam que o tráfego nas rodovias pedagiadas segue em crescimento. Em novembro de 2024, o setor registrou alta de 2,2%, enquanto o acumulado de 2025 apresentou avanço de 2,5%.

Nesse contexto, a adoção do Free Flow ganha importância ao reduzir um dos principais gargalos do transporte rodoviário: as interrupções nas praças de pedágio. Como consequência, os deslocamentos tornam-se mais rápidos e previsíveis, favorecendo a eficiência das operações logísticas.

O uso das tags de pedágio também gera ganhos operacionais relevantes para motoristas e empresas de transporte. A economia de tempo depende de fatores como volume de tráfego, horário da viagem e número de praças ao longo do trajeto. Ainda assim, em rotas com vários pedágios, o ganho tende a ser significativo.

Um exemplo citado pelo setor é o trajeto entre Ribeirão Preto e São Paulo, realizado pela Rodovia Anhanguera (SP-330). O percurso tem cerca de 315 quilômetros, com oito praças de pedágio por sentido e tempo médio de viagem entre 3h30 e 4 horas.

Nesse trajeto, o uso de tags de pedágio pode representar uma economia estimada de até uma hora no total da viagem de ida e volta, considerando o tempo economizado com a passagem direta nas cabines e a retomada imediata da velocidade após cada praça.

Além da economia de tempo, usuários que utilizam o pagamento automático também têm direito ao Desconto Básico de Tarifa (DBT), que garante 5% de redução nas rodovias federais concedidas, conforme regras da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo especialistas do setor, a digitalização da cobrança também contribui para reduzir a evasão de pedágios por meio de rotas alternativas mais longas e menos eficientes. Ao mesmo tempo, o sistema reduz o consumo de energia elétrica, diminui o uso de materiais e minimiza deslocamentos operacionais.

“O Free Flow também transforma a eficiência operacional em ganho ambiental imediato. Cada parada evitada representa menos combustível queimado, menos emissão e mais previsibilidade para empresas que precisam cumprir metas de ESG sem comprometer produtividade”, conclui Moreira.

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