Flora adquire nova unidade fabril no Nordeste

14/03/2023

Antenada às inovações e tendências do mercado, a Flora, indústria de bens de consumo detentora de marcas como Minuano, ASSIM e BRISA, está ampliando sua presença no Nordeste, com a aquisição de uma nova unidade produtiva na cidade de Maceió, no estado de Alagoas. A fim de aumentar seu market share na região Nordeste, a companhia amplia ainda mais a sua operação, que já era considerada uma das maiores plataformas industriais nacionais do setor – até então, tinha unidades fabris em Goiás e Santa Catarina e centros de distribuição em Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo – e agora também estará presente em Alagoas, que funcionará como um eixo regional.  

Apenas no último ano, as vendas dos produtos de limpeza líquidos das marcas de home care da companhia (Minuano, ASSIM e BRISA) cresceram 56% em valor. Com esse aumento na procura pelos produtos, a companhia investiu para que a capacidade de produção acompanhe a demanda crescente, e ainda abraçou a oportunidade de ampliar seu alcance pelo Brasil, de reduzir custos logísticos e, ainda, aumentar a agilidade na entrega dos produtos de limpeza, sobretudo líquidos, como detergentes e desinfetantes, em uma região do Brasil em que as marcas de home care da Flora figuram entre as mais vendidas.  

A Flora conta com mais de 1900 colaboradores e possui um portfólio com mais de 300 produtos. A empresa teve um faturamento que saltou de 1.6 bi em 2020 para 1.7 bi em 2021. “Com a força do mercado de cuidados para casa, vimos a oportunidade de ampliar presença da Flora na casa dos consumidores e o aumento da produção, armazenamento/logística são fundamentais para esse plano de expansão do negócio. Para 2023, prevemos uma distribuição ainda maior e melhor difundida nas cinco regiões do país”, explica Samir Jarrouj, Diretor de Negócios da Unidade Home Care da Flora.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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