Fique por Dentro – Ed. 190

21/06/2018

Bridgestone
A Bridgestone anuncia a chegada de dois novos diretores: Oduvaldo Viana, como diretor de marketing, e Edmilson Pereira, que assume a diretoria de finanças. Viana será responsável por toda a área de Marketing da empresa, com o desafio de impulsionar a estratégia de mercado e o posicionamento das marcas Bridgestone, Firestone e Bandag. Ele é formado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) e possui MBA em Marketing pela ESPM. Já Pereira terá como foco a melhoria da governança interna e dos processos críticos de finanças e negócios. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ele tem pós-graduação em Finanças e Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e MBA Internacional Executivo pela FIA – Universidade de São Paulo.

Porto de Santos
Organização composta pelas empresas da área do Porto Organizado e coordenada pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o Plano de Ajuda Mútua (PAM) do Porto de Santos teve alterações em sua composição. O atual gerente de Meio Ambiente da Codesp, Eduardo Nocetti Holms, coronel da reserva da Polícia Militar e ex-comandante do Corpo de Bombeiros, assumiu a coordenação geral do órgão em substituição ao técnico de Segurança e chefe de serviços na Gerência de Segurança do Trabalho, Evandro Lourenço, que passa a ocupar a vice coordenação geral. Nocetti, que está na Companhia Docas desde agosto de 2017, já participava do PAM atuando na coordenação entre os diversos órgãos de governo que compõem o órgão (Autoridade Portuária, Forças Armadas, Polícia Militar, Bombeiros, Defesa Civil Estadual, Regional e dos Municípios, entidades ambientais da União, do Estado e dos Municípios, dentre outros).

ANFIR
Norberto Fabris vai presidir a ANFIR – Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários no período 2018-2021. Alcides Braga passa a ser o presidente do Conselho de Administração em substituição a Kimio Mori. A diretoria foi escolhida pelo Conselho de Administração eleito na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em Guarulhos, SP, no dia 26 de abril último. Os demais diretores são os vice-presidentes José Carlos Spricigo, José Carlos Vidotti e Kimio Mori, e Leonardo Toigo Rossetti na qualidade de Tesoureiro.

RTE Rodonaves
O grupo Rodonaves, detentor da RTE Rodonaves, anuncia a chegada de Eduardo Castro como diretor de Marketing. A nova diretoria comandada por Castro vai trabalhar com uma comunicação integrada, focada em inteligência de mercado e inovação. Ele possui MBA em Marketing Estratégico e Comunicação pela ESPM e uma carreira executiva com quase 20 anos de atuação, construída em grandes grupos brasileiros, como Gerdau e Oxiteno, empresa química do grupo Ultra.

Wilson Sons Logística
O administrador Rodrigo Rocha acaba de chegar a Wilson Sons Logística. Ele vai liderar a equipe Comercial, de Marketing e de Inteligência de Mercado das duas plataformas regionais da Wilson Sons Logística, localizadas em Suape, PE, e em Santo André, SP. Formado em Administração e Negócios, Rodrigo tem especialização em Marketing, Vendas e Finanças pela Rotterdam School of Management, da Erasmus University, na Holanda. Rocha atuou por 14 anos na multinacional americana FedEx.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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