Fama Distribuição bate recorde de pedidos com tecnologia para força de venda

05/10/2022

Para lidar com a dinamicidade da cadeia de abastecimento, a Fama Distribuição e Logística, empresa de produtos alimentícios que atende clientes em todo o Rio Grande do Norte, buscou na tecnologia a ampliação da sua eficiência comercial. O passo dado para esse objetivo foi adotar soluções que auxiliem as atividades relacionadas com a força de venda, tanto no atendimento dos clientes feito pelos representantes comerciais, quanto no gerenciamento da equipe que está em campo. A MáximaTech, empresa do Grupo Máxima, líder em soluções tecnológicas para atacadistas e distribuidores, foi responsável por este projeto.

Para melhorar a produtividade dos vendedores e facilitar o atendimento dos pontos de venda em regiões do interior do estado, a ferramenta de roteirização contida na aplicação maxGestão acompanha as equipes fornecendo informações em tempo real, passou a ser utilizada pelos times que atuam nessas localizações.

“O aplicativo de gestão nos dá indicações que facilitam ações e o tempo de atendimento. Hoje em dia temos todas as visitas roteirizadas, possibilitando a economia de combustível, além do tempo de deslocamento”, explica César Araújo, consultor de vendas e monitoramento da Fama Distribuição.

E para tornar o processo de negociação mais dinâmico, disponibilizando o acompanhamento de metas, histórico de pedidos e sugestões de mix de produtos, a empresa passou a utilizar o aplicativo de força de vendas, o maxPedido. Essa solução promove autonomia aos representantes por meio do acesso a informações de estoque, mix de produtos e promoções, tudo em tempo real.

Com o uso das duas soluções juntas, no último ano a empresa bateu seu recorde de vendas e aumentou em 20% o número de pedidos emitidos. Diante dos resultados positivos, a distribuidora decidiu expandir sua parceria e adotou uma solução para alavancar as ações de trade marketing, o maxPromotor. Mesmo em sua fase inicial, o aplicativo já auxiliou no controle da jornada dos promotores de venda e acompanhamento do check-in e check-out das visitas.

De acordo com Thiago Melo, gerente de desenvolvimento da MáximaTech, é essencial que o planejamento de crescimento comercial seja acompanhado não só do uso de tecnologias, mas de uma mudança cultural na empresa. “É fundamental entender o quanto as soluções que automatizam os processos auxiliam na rotina das empresas para que elas sejam cada vez mais bem utilizadas e os colaboradores consigam explorar todas as funcionalidades para superar os desafios”, finaliza Melo.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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