Empresas Randon registram resultado histórico em 2019

09/03/2020

As Empresas Randon encerraram o ano de 2019 com receita líquida consolidada de R$ 5,1 bilhões, alcançando o melhor resultado em toda a história da companhia. O desempenho positivo, que registrou aumento de 20% em relação ao ano de 2018, foi impulsionado, principalmente, pela performance positiva das aquisições e parcerias feitas pela empresa, pelo fortalecimento do setor de transportes e pela melhora dos indicadores macroeconômicos. A empresa ainda registrou receita bruta total, antes da consolidação, de R$ 7,3 bilhões, aumento de 21% em comparação ao ano anterior, e EBITDA consolidado de R$ 690,7 milhões, com margem EBITDA de 13,6%. Já o lucro líquido somou R$ 247,6 milhões em 2019, avanço de 63%.

Para a companhia, 2019 foi marcado por diversas aquisições e parcerias, que contribuíram para o resultado positivo do período, como a joint venture que criou a Randon Triel-HT, a constituição da Randon Linhares e da Suspensys México, e a aquisição da empresa Ferrari Indústria Metalúrgica, pela Master. Segundo o CEO das Empresas Randon, Daniel Randon, o desempenho apresentado reforça a estratégia da companhia em aliar a solidez da organização ao movimento de transformação pelo qual está passando. “Ficamos muito satisfeitos com os resultados alcançados em 2019, ano em que as Empresas Randon completaram 70 anos de trajetória. Por meio de investimentos em inovação, expansão de mercados e proximidade com nossos clientes, estamos, cada vez mais, mirando o futuro e mantendo a posição de protagonistas nos segmentos onde atuamos”, destaca.

Além disso, em 2019 também ocorreu a Fenatran, maior feira de transporte de cargas da América Latina, que, nessa edição, contribuiu, ainda mais, para o posicionamento relevante das Empresas Randon no setor. A companhia lançou 20 novos produtos, com destaque para o e-Sys, eixo elétrico auxiliar para ser usado em implementos rodoviários, que reduz o consumo de combustível do caminhão em até 25%.

Em relação aos resultados apresentados pela empresa no quarto trimestre de 2019, a receita bruta total, com impostos e antes da consolidação, totalizou R$ 1,8 bilhão, crescimento de 6% em relação à receita obtida no mesmo período do ano anterior. A receita líquida consolidada registrou aumento de 6%, comparando ao quarto trimestre de 2018, somando R$ 1,3 bilhão no quatro trimestre de 2019. O lucro bruto do período somou R$ 304,2 milhões, acréscimo de 9% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Já o EBITDA consolidado alcançou R$ 160,6 milhões, com margem EBITDA de 12,5%. “Esses resultados confirmam a recuperação da companhia frente aos desafios dos anos anteriores. Percebemos um movimento positivo no mercado e a melhora dos indicadores macroeconômicos no curto prazo, mas seguimos com otimismo moderado para os próximos meses”, salienta o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato.

Veículos e Implementos

No quarto trimestre de 2019, o mercado brasileiro de implementos rodoviários cresceu 23%, com a comercialização de 15.741 unidades. O agronegócio permaneceu sendo o principal destino dos produtos do segmento. A companhia continuou o movimento de recuperação de market share, atingindo 37% no trimestre, melhor participação do ano. Além disso, o quarto trimestre de 2019 foi o segundo melhor trimestre do ano em vendas de implementos realizadas pela Randon, com 6.390 unidades, somando mercado nacional e mercado externo.

Autopeças

O último trimestre do ano apresentou queda de 8% nos volumes de caminhões produzidos no Brasil, quando comparados com o mesmo período de 2018. Isto se deve principalmente por um menor número de dias trabalhados em função das férias coletivas adotadas pelas montadoras em 2019 e pela redução das exportações de caminhões pesados. Este movimento afetou as vendas das autopeças mais expostas às montadoras, como JOST Brasil e Suspensys, que apresentaram redução de volumes de 11% e 8%, respectivamente.

Por outro lado, as empresas Master e Castertech apresentaram crescimento de volumes no mesmo comparativo, pois acessaram outros mercados e territórios, com evolução de 2% e 11% nas vendas de seus produtos, respectivamente. O mercado de reposição, mais ligado à controlada Fras-le, apresentou desafios ao longo do ano, principalmente em razão da lenta recuperação do mercado nacional de veículos leves.

Mercado externo

Ao longo do ano, os mercados externos em que a Randon atua passaram por inúmeras dificuldades. Além da recessão econômica enfrentada pela Argentina, mercado que é um dos mais relevantes para as exportações brasileiras, somou-se a crise político-econômica do Chile, a disputa comercial entre China e Estados Unidos e a estagnação da economia europeia. Devido a este cenário, no quarto trimestre de 2019, as exportações, vendas realizadas pelas plantas brasileiras ao exterior, somaram US$ 51,7 milhões, redução de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Investimentos

No quarto trimestre de 2019, as Empresas Randon investiram R$ 57,7 milhões, sendo a maior parte feitos em manutenção, expansão e aumento de produtividade, com destaque para a Fras-le, que investiu R$ 30,6 milhões no período, que incluem a ampliação do CTR – Centro Tecnológico Randon e do novo laboratório (R$ 4,2 milhões) e a robotização e automatização da linha comercial (R$ 3,1 milhões). No acumulado do ano, os investimentos orgânicos somaram R$ 218,1 milhões e estão alinhados com o Guidance da empresa.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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