Empresas gaúchas lançam ferramenta que otimiza processos logísticos

01/04/2024

A Divelog, de Novo Hamburgo, e a Rankine, de Campo Bom, ambas do Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, acabam de apresentar ao mercado a Softles — uma ferramenta que promete otimizar o processo logístico e garantir que a mercadoria chegue ao destino no menor tempo e com o menor custo possível, inclusive contribuindo com o trânsito das cidades.

De acordo com Junior Cavalca, diretor de novos negócios da Divelog e diretor comercial da Softles, o software é uma ferramenta multimodal e personalizável, oferecendo soluções inteligentes para controle e monitoramento de movimentação de cargas em tempo real. “Da logística interna à externa, o software gerencia os processos obtendo um controle completo desde a portaria de entrada até a saída, monitorando frotas e lotes em rota de entrega através da torre de controle”, explica.

Com mais de 15 anos de atuação no setor de transporte rodoviário de cargas, Cavalca encontrou no gestor executivo da Rankine, Ranieri Rosa, o parceiro ideal para tirar do papel o projeto. Além deles, estão à frente do projeto Edmundo Mendes e Marciano Andrade, especialistas de renome em georreferenciamento e tecnologia. “Somos uma equipe de especialistas de diversas áreas, trabalhando em conjunto para desenvolver o Softles. Isso inclui especialistas em programação, rastreabilidade de veículos, especialistas de interface e experiência do usuário, e uma grande expertise do negócio de transporte e logística”, destaca Ranieri Rosa.

Cavalca explica que, com o Softles, a operação logística de qualquer empresa pode ser aprimorada, indiferente do tamanho do negócio. A ferramenta agiliza as entregas das mercadorias e gera alarmes de desvios quando o percurso ou o tempo está fora dos parâmetros. “É uma tecnologia que pode ser usada por qualquer segmento, inclusive para o agronegócio”, salienta.

Confira alguns recursos do Softles

Acompanhamento do percurso das frotas em tempo real: Com auxílio dos recursos do sistema, é possível controlar todo andamento das entregas rastreadas, usando dashboards para acompanhar o desempenho da frota e tomar decisões rápidas.

Agilidade: O Sistema de Gestão de Transporte permite que se aprimore toda operação logística da empresa, agilizando entregas para que as mercadorias cheguem em pouco tempo às mãos do cliente. O sistema gera alarmes de desvios de percurso ou de tempos e movimentos fora dos parâmetros pré-estabelecidos, proporcionando agilidade na tomada de decisão de ajustes.

Organização e segurança: Cadastro de rotas com flexibilização de percursos, incluindo paradas de descanso para os motoristas. Empresa organizada rende mais e evita acidentes!

Ajudando o meio ambiente: Com rotas otimizadas, é possível reduzir o desgaste do veículo, diminuir o uso de combustível e auxiliar na redução de emissão de gases poluentes.

Planejamento: O Sistema Softles antecipa e programa as previsões de entrega da carga, proporcionando um planejamento mais eficiente e otimizado.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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