
O preço médio do litro do diesel S10 fechou o mês de setembro em R$ 6,76, registrando uma alta de aproximadamente 5% em relação à média de agosto, que foi de R$ 6,44. Em comparação com o mês de janeiro, quando o combustível custava em média R$ 5,78, o valor apresenta um acréscimo de 17,0%. Os dados foram divulgados pela TruckPag, empresa de tecnologia especializada em meios de pagamento para frotas pesadas, com base em transações reais realizadas em 4.940 postos credenciados e cerca de 10 mil bombas em todo o país — sendo que aproximadamente 90% desses estabelecimentos estão localizados em rodovias.
Reversão de tendência e comportamento dos preços
O mês de setembro interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos de queda nos preços, que havia sido registrada entre maio e agosto. O período iniciou com o valor médio nacional em R$ 6,43 por litro, atingiu a mínima do mês em R$ 6,42 em 2 de setembro e encerrou em R$ 6,94, tendo o maior preço diário registrado em 24 de setembro, quando chegou a R$ 6,98.
- Primeira quinzena e avanço: Entre 1º e 21 de setembro, o preço médio avançou R$ 0,53 por litro, apresentando apenas dois pequenos recuos no intervalo.
- Estabilidade em patamar elevado: Nos dez dias finais do mês, a alta perdeu força, mas os preços mantiveram-se em uma faixa estreita de R$ 0,05, variando entre R$ 6,93 e R$ 6,98, marcando o patamar diário mais alto desde abril.
- Comparativo anual: O maior patamar mensal de todo o ano de 2026 segue sendo o de abril, com média de R$ 7,13 por litro, enquanto o pico pontual da série ocorreu em 5 de abril, atingindo R$ 7,43 por litro.
“A retomada da alta em setembro reforça como o custo do diesel continua exigindo atenção permanente das transportadoras. Mesmo quando há uma acomodação temporária dos preços, o combustível segue em um patamar elevado em relação ao início do ano e pressiona uma operação que já trabalha com margens apertadas”, aponta Kassio Seefeld, CEO e fundador da TruckPag.
Impactos regionais e gestão de frotas
O levantamento também identificou disparidades nos repasses entre os estados brasileiros. Desde o fim de fevereiro, Bahia, Piauí, Pernambuco e Maranhão se revezaram entre as maiores altas. No encerramento de setembro, Pernambuco e Maranhão disputaram a liderança do indicador com diferença de décimos, enquanto o Amazonas registrou a menor variação entre os estados analisados.
Para o executivo da TruckPag, embora a estabilidade observada no fechamento do mês ajude na previsibilidade, ela não se traduz em alívio financeiro para o setor de transporte rodoviário de cargas, tornando cruciais o uso de dados em tempo real, o rigor na gestão de abastecimento e a negociação estratégica com fornecedores.








