DHL Supply Chain anuncia investimento de € 500 milhões em mercados latino-americanos

20/07/2023

A DHL Supply Chain, unidade responsável por contratos logísticos do Grupo DHL, acaba de anunciar um investimento histórico de € 500 milhões em mercados latino-americanos estrategicamente localizados.

Esses investimentos, que serão concretizados até 2028, serão aplicados em projetos que incluem a descarbonização da frota nacional por meio de alternativas mais verdes; construir, desenvolver e readequar no mercado os ativos imobiliários e centros de armazenamento da empresa; além de investimentos significativos em novas tecnologias, robótica e soluções de automação destinadas a melhorar os locais de trabalho e, ao mesmo tempo, tornar as operações mais eficazes, flexíveis e resilientes para os clientes.

Essa iniciativa faz parte do plano de investimento estratégico da DHL Supply Chain para fortalecer ainda mais as capacidades logísticas em setores de alta demanda, como saúde, automotivo, tecnologia, varejo, e-commerce, entre outros.

Segundo Oscar de Bok, CEO Global da DHL Supply Chain, empresas de todo o mundo estão buscando estratégias mais diversificadas de abastecimento e Supply Chain, aproximando os pontos de estoque da produção e dos mercados de vendas. “Portanto, vemos uma demanda crescente por suporte logístico no México, no Brasil e em outros mercados estratégicos da América Latina. Essa tendência de investir em diversos pontos de origem mais próximos dos grandes mercados de venda – que chamamos de omnisourcing – ajuda os clientes da indústria a construírem cadeias mais resilientes, robustas e flexíveis para melhor atender às necessidades de seus clientes finais. É por isso que estamos investindo montantes significativos em nossa infraestrutura logística na América Latina, já que essas regiões estão estrategicamente localizadas e equipadas para desempenhar um papel vital no comércio global.”

Com o investimento em sua infraestrutura na América Latina, a DHL Supply Chain está agora apenas complementando um longo histórico de investimentos estratégicos, aquisições e parcerias na região. Não apenas a proximidade geográfica dos grandes mercados consumidores da América do Norte torna a região um trampolim para acelerar ainda mais o crescimento, mas também os próprios mercados de vendas em expansão na região a tornam atraente para o investimento das indústrias e, com isso, acabam exigindo maior suporte logístico. De acordo com Agustin Croche, CEO da DHL Supply Chain América Latina, “a DHL Supply Chain tem a sorte de ser parte essencial da vida cotidiana das pessoas; somos cerca de 40.000 colaboradores nesta região e cada um de nós representa um elo único que contribui positivamente com o setor e dá suporte a cada um de nossos clientes, com quem buscamos sempre um crescimento sustentável e manter relacionamentos de longo prazo. Este é um momento crucial para a América Latina e devemos aproveitá-lo”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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