Evento de Comércio Exterior da Ningbo BR GOODS debateu Reforma Tributária e projeções estratégicas para 2026

O Rio de Janeiro sediou a 4ª edição do BR GOODS COMEX DAY, um evento que reuniu profissionais de comércio exterior, empresários da indústria e do varejo, com o intuito de discutir o cenário da importação. Organizado pela Ningbo BR GOODS, o encontro teve como foco principal fortalecer o networking entre as empresas e promover o debate sobre as dificuldades e os desafios enfrentados pelo setor.

Um dos temas centrais das discussões foi a iminente Reforma Tributária, que deve impactar o comércio exterior com uma série de alterações. Essas mudanças abrangem aspectos tributários, de competitividade, regras de insumos e tratamento fiscal. Felipe Teixeira, CEO da Ningbo BR GOODS, destacou a apreensão dos empresários em relação ao novo regulamento.

Evento de Comércio Exterior da Ningbo BR GOODS debateu Reforma Tributária e projeções estratégicas para 2026

“O evento evidenciou a preocupação dos executivos com as alterações que chegam em breve. Nossa intenção foi criar um espaço seguro para que cada empresa conseguisse trazer sua dor, sua dúvida e a gente pudesse analisar com calma e trazer soluções assertivas. Será um período de muita tensão e esse tipo de networking fortalece o comércio brasileiro”, afirmou Teixeira.

A empresa liderada por Felipe exporta diretamente da China e tem o Brasil como seu segundo maior mercado. O executivo detalhou como a tecnologia tem sido um fator que possibilita um maior acesso a produtos personalizados de alta qualidade com preços competitivos no mercado.

Oportunidades e Riscos na Importação Estratégica

Segundo o CEO, a discussão abrangeu os benefícios e os riscos de trazer produtos prontos da Ásia, um movimento que pode se configurar como um novo meio de competir no mercado nacional. “Como empresa exportadora, quis trazer a discussão sobre benefícios e riscos que trazer os produtos prontos da Ásia, que podem ser um novo meio de competir no mercado. Hoje, conseguimos exportar em menor quantidade e com uma competitividade excelente no mercado brasileiro, dando fôlego para empresas de pequeno e médio porte que já não precisam mais ter uma fábrica por aqui”, explicou.

A edição do evento reforçou o entendimento de que o setor de comércio exterior atravessa um momento decisivo, no qual a capacidade de adaptação e a elaboração de estratégias sólidas serão determinantes para manter a competitividade em 2026. Para Felipe Teixeira, a união do setor é fundamental para a evolução do ecossistema. “O sucesso deste encontro mostra que, quando o setor se reúne para discutir tendências e buscar caminhos conjuntos, todo o ecossistema evolui. O comex brasileiro entra em 2026 mais preparado, mais conectado e mais estratégico”, concluiu.

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