Caixa recebe novo limite para Pronampe, agora de R$ 5,9 bi

15/07/2020

A Caixa anunciou que teve contratdos R$ 4,24 bilhões em créditos pelo Programa de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) nesta segunda-feira, 13, e que recebeu do Ministério da Economia um acréscimo de limite, que passou a ser de R$ 5,9 bilhões.

Junto com o Pronampe, o banco oferece também o Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), em parceria com o Sebrae para microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas, sendo que as duas linhas superaram R$ 6 bilhões em fomento ao segmento.

“Ajudar os pequenos empresários, tão importantes para o nosso país, faz parte da vocação da Caixa, especialmente nesse período de pandemia em que o consumo e a renda são afetados”, diz o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

O banco público anunciou também para agosto um novo aplicativo voltado para as micro e pequenas empresas, em que o cliente precisará ir à agência apenas para assinatura do contrato, mas análise e liberação do crédito ocorrerá digitalmente.

Itaú

O dinheiro do Pronampe se esgotou em meia hora na manhã desta segunda-feira no Itaú Unibanco. Ao todo foram desembolsados R$ 3,7 bilhões – R$ 700 milhões a mais do que os previstos inicialmente. Em três dias acessarem o crédito 37 mil micro e pequenas empresas clientes do banco, que contrataram via aplicativo.

O desembolso feito pelo maior banco privado do País ocorre após alguns problemas técnicos, que obrigaram a operação a ser suspensa para ajustes na conexão com o Banco do Brasil (BB), o administrador da linha.

“Além de sermos o primeiro banco privado a oferecer a linha, nos preocupamos também em disponibilizar aos clientes uma experiência totalmente digital, com contratação do crédito direto pelo app Itaú Empresas no celular, evitando a necessidade de o cliente ter que se deslocar até o banco. Tivemos alguma instabilidade nos sistemas em razão do alto volume dessa demanda, mas, ainda assim pudemos disponibilizar um volume recorde de contratações”, afirma em nota, o diretor executivo comercial do Banco de Varejo do Itaú Unibanco, Carlos Vanzo.

Até sexta-feira, o Itaú já havia concedido 70% dos R$ 3 bilhões disponíveis para a linha. “Finalizamos a concessão dos 30% restantes, que correspondiam a R$ 1 bilhão na primeira meia hora de operação nesta segunda-feira. Tivemos ainda um valor extra de R$ 700 milhões, solicitado durante o final de semana ao Banco do Brasil, administrador da linha, também já totalmente concedido aos nossos clientes neste mesmo período”, destaca Vanzo, na nota à imprensa.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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