Reflexões Políticas (4)

26/12/2008

Qual seria o tamanho ideal de um estado dentro do modelo Azul que deve ser a nova onda política?

Vamos entender que deveria haver o Executivo, o Legislativo e o Judiciário como premissa.

Correndo em paralelo aos três poderes haveria um quarto, formado por integrantes em igual número de cada poder, que teria o papel de auditor legal e contábil para todos, incluindo todos os tribunais de conta e auditores públicos. Esse quarto eixo seria o responsável também por CPI´s da vida, inexoráveis. Isso sendo válido nos três níveis de poder: o local, o estadual e o federal.

Voltemos à questão do tamanho do Estado. Quantas pessoas são necessárias para trabalhar em serviços públicos de forma a atender corretamente as demandas de uma sociedade? A resposta a essa pergunta é relativamente simples de ser respondida. Basta tomar-se uma linha de pensamento e não se deixar levar por questões menores ou absolutamente particulares.

Os processos dos serviços públicos estão informatizados? As leis e normas estão suficientemente simples e claras para serem facilmente entendidas?

Considerando o fundamental, que é a não existência de pessoas sem curso técnico ou equivalente, todos podem ler e entender as coisas que estiverem claramente descritas e tornadas públicas.

Claro está que, quando colocado esse tema em debate, vão aparecer inúmeras idéias contra, umas dizendo que o povo não entende das coisas, que há gente que não sabe ler e escrever, que tem gente que vive quase isolada, etc, etc. Todas essas verdades são baseadas em estados atuais de desenvolvimento e não em expectativas de médio e longo prazo e tão pouco pensando em atender aos reclamos da maioria da população.

Considerando então que a onda Azul é a que vale, os serviços públicos deveriam ter o número adequado de funcionários. As empresas privadas podem dar exemplos inúmeros de como se calcula a quantidade necessária de gente ao trabalho a ser feito.

O tamanho do estado deve estar amparado apenas na necessidade de atendimento aos serviços públicos, e sempre tomado o planejamento a curto, médio e longo prazo, na medida em que há investimentos em modernização técnica e administrativa.

Também se deve dar maior responsabilidade ao poder local ao invés de ao poder federal nos assuntos de serviços de atendimento.

Complementarmente, também é simples de se calcular o tamanho do chamado Back Office dentro do Estado. Na medida em que as coisas são mais simples de serem entendidas e mais simples de serem elaboradas e decididas o número necessário da turma de apoio será relativamente menor. Porém, nos serviços públicos devem somente trabalhar pessoas que passaram em concursos sérios, adequados a cada tipo de função. Também essas pessoas devem passar por avaliações de seu desempenho e, dependendo do resultado, serem recicladas ou excluídas.

Duas considerações fundamentais para que as normas e as leis sejam mais simples:

– os cidadãos são honestos, até prova em contrário, portanto sua palavra deve ser considerada verdadeira;

– os cidadãos que cometerem delitos, enganando o serviço público, devem ser severa e rapidamente punidos (podemos nos basear em Cingapura onde, por exemplo, não há alternativa de defesa para quem for pego com drogas).

O que se tem hoje como premissa é que todos querem enganar todos, para levar vantagens e que não há punição adequada, e a nossa Justiça é morosa, e que, então, o crime vale a pena.

A maioria dos serviços compete ao executivo. O executivo maior em cada nível, prefeito, governador, ou presidente, assim como seus auxiliares mais diretos não são eternos nos seus cargos e podem ser substituídos por eleições diretas, ou outros critérios que vamos debater em breve. Em função disso o planejamento de atividades de serviços públicos não deve ser conectado a uma gestão mas ao cliente, o público. Logo, não deve considerar aspectos pessoais e apenas o mínimo de filosofias partidárias, pois se trata do operacional.

Conforme já propus, em capítulo anterior, o Estado deve ser o menor possível e o mais forte possível.

Assim, várias atribuições de Estado, como aposentadoria, seriam de responsabilidade de entidades privadas, auditadas por agentes públicos. Logo, quando se pensar em gente para o trabalho público deve-se pensar em gente de alta qualificação técnica e moral.

Até mesmo prisões poderiam, a exemplo de outros países, serem administradas por entidades particulares, que recebendo recursos do Estado, estariam sendo constantemente auditadas.

Nos Estados mais socialistas ou comunistas o Estado é tudo, administra tudo, provê tudo. Nos estados capitalistas há de tudo. Há aqueles que são enxutos e fortes, e há aqueles que são mais inchados e pesados, portanto mais custosos.

A proposta da política futura é ter um Estado forte, porém enxuto, mas que ao mesmo tempo ofereça o que é preciso a todos os cidadãos.

Fonte: PortoGente – www.portogente.com.br

Compartilhe:
Gestão de Fretes: Ciência e Resiliência — O novo e-book de Adriana Bueno
Guia Salarial 2027 da Michael Page: o paradoxo da inteligência artificial e os salários no setor de supply chain
Reality show de caminhoneiros “Master Driver Brasil” chega à final com mais de 135 milhões de visualizações
Hidrovias do Brasil lança 6ª edição do Programa Aceleraê com certificação inédita em Classificação de Grãos no Pará
Scania apresenta novas soluções para coleta de resíduos e flexibilidade de eixos na Fenatran 2026
Black Friday já movimenta logística internacional com previsão de 55 milhões de pacotes até dezembro

As mais lidas

01

Loja do Mecânico expande entrega expressa para produtos de médio e grande porte

02

CMA CGM e HappyRobot expandem solução global de inteligência artificial por voz para o setor logístico

03

Consórcio investe em novos berços para ampliar eficiência na movimentação de granéis líquidos no Porto de Santos