Argo Seguros cresce 50% no ramo de Transportes

11/03/2020

Pelo segundo ano consecutivo, a Argo Seguros registrou o melhor desempenho de sua história no ramo de Transportes. De acordo o último relatório divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), a multinacional cresceu mais de 50% nesse segmento, entre dezembro de 2018 e o mesmo período de 2019.

Segundo a autarquia, a companhia alcançou R$ 154,7 milhões de prêmio emitido, bem acima dos R$ 100,9 milhões registrados no ano retrasado. Atualmente, a Argo Seguros está entre as dez principais seguradoras no ramo de Transportes, atrás somente de companhias estabelecidas há mais tempo no mercado e com infraestrutura muito maior.

Para Ivor Moreno, Head Marine da Argo Seguros, parte do resultado é fruto da combinação das ações de relacionamento promovidas juntos aos parceiros comerciais e dos constantes investimentos realizados em tecnologia.

“Sempre buscamos ser bastante próximos de players, corretores e assessorias que atuem mais com comércio exterior. Fizemos road shows ao longo do ano e promovemos diversos treinamentos. Como se não bastasse, oferecemos via internet o seguro de Cargas, que permite a cotação, contratação e a emissão em poucos minutos”, explica o executivo.

Já Mariana Miranda, Head Marine & Corporate Sales da Argo Seguros, lembrou ainda que o atendimento de sinistro e o suporte no dia a dia são outros importantes diferenciais. “Temos um portfólio equilibrado entre embarcadores e transportadores, com soluções específicas para cada perfil de operação. Buscamos sempre entender nichos e contribuir com boas práticas, mesmo para empresas que não são nossos segurados”.

O desempenho também foi muito comemorado pelo CEO e presidente da companhia, Newton Queiroz. “Estamos fazendo um grande trabalho no Brasil, onde crescemos 30% em prêmio emitido no ano passado. Em apenas oito anos de atuação, já somos a primeira em seguros para bicicletas e em Responsabilidade Civil para Médicos, e agora nos consolidamos entre as principais seguradoras de Transportes do país. Tudo isso é resultado da nossa estratégia de expansão e das novas parcerias regionais que estamos construindo”.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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