Aparecida de Goiânia se consolida como hub logístico e atrai grandes investimentos privados

31/05/2023

Aparecida de Goiânia, por sua localização no centro do país e por ser contada por importantes rodovias, como a BR-153, vem se consolidando nos últimos anos como um hub logístico e de distribuição para todo o país.

As empresas de transporte rodoviário de carga intermunicipal, interestadual e internacional estão entre as dez atividades econômicas que mais tiveram registro de novas empresas em Goiás no ano de 2022, segundo dados da Junta Comercial. Foram mais de 500 novos negócios do tipo instalados no estado. O município, que faz parte da Região Metropolitana de Goiânia, tem sido o foco de atração das empresas desse segmento.

Segundo dados da Junta Comercial de Goiás (Juceg), em uma década (entre 2012 e 2022), segundo dados da Junta Comercial de Goiás (Juceg), o número de negócios com essa atividade quase que dobrou, saltando de 381 empresas, para 692, um crescimento de 81,6%. De olho nesse potencial, a cidade tem recebido grandes investimentos privados. Em fevereiro deste ano, Aparecida de Goiânia recebeu um novo Centro de Distribuição da DHL.

O município contará com um moderno loteamento empresarial, com foco em indústrias e galpões de logística, o Global Park, que vislumbra o potencial logístico e industrial da cidade de Aparecida de Goiânia. “O empreendimento foi um sucesso no lançamento”, explica Emanoel Camargo, idealizador do projeto.

Com uma área total para venda de 870.000 m², dividida em 110 lotes com metragens que variam de 2.800 m² a 50.000 m², o loteamento empresarial está localizado próximo à BR 153, ao anel viário e aos polos industriais de Aparecida, Daiag e Dimag. O empreendimento contará com ruas de 18 metros de largura e asfalto (CBUQ) de 5 cm, ideal para manobras e rodagem de grandes veículos de carga, como caminhões-cegonha, bitrens ou treminhões. O Global Park terá uma completa infraestrutura urbana com água, esgoto, galeria pluvial e rede de energia.

Marcas de peso

Com suas áreas quase todas comercializadas, o loteamento empresarial já tem confirmado entre seus clientes marcas de peso como Mariana Perdomo Doces, o Grupo Graneiro Transporte e Transcol Transporte e Logística Ltda.
“Vimos no Global Park uma excelente oportunidade, pois já havia um bom tempo que estávamos procurando uma área para construir a sede da nossa franquia na grande Goiânia e no Global Park, além de uma infraestrutura completa para receber a nossa empresa, encontramos aqui uma grande facilidade na negociação, que para mim, foi excelente”, avalia o empresário Lindomar Selau Carlos, dono das franquias do Grupo Graneiro Transportes que operam em Brasília, Valparaíso e, há um ano, na grande Goiânia.
De acordo com o empresário, a construção de uma nova base na cidade Aparecida de Goiânia possibilitará a expansão das operações da empresa, que acumula 56 anos de mercado e hoje é uma das maiores transportadoras de mudanças comerciais e residenciais do Brasil. “Já estamos concluindo o projeto dessa nova sede a médio prazo, já queremos começar as nossas obras aqui dentro do Global Park”, informa o empresário.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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