ALD Automotive completa com sucesso a aquisição da LeasePlan e anuncia mudanças na gestão local

01/06/2023

A ALD Automotive concluiu com sucesso a aquisição de 100% da LeasePlan, um dos principais players globais de gestão de frotas e mobilidade, de um consórcio liderado pela TDR Capital.

Esta aquisição transformadora representa uma mudança radical que posiciona o grupo combinado como o líder global em mobilidade sustentável, com uma frota total de 3,3 milhões de veículos administrados em todo o mundo. Ao unir forças, a ALD Automotive e a LeasePlan liderarão o caminho para o net zero e moldarão ainda mais a transformação digital da indústria. A entidade alavancará em escala e capacidades complementares para fortalecer sua competitividade e proporcionar crescimento sustentado.

Após a conclusão desta aquisição, a ALD Automotive e a LeasePlan no Brasil iniciarão o processo de integração em uma única empresa, sujeita à aprovação regulatória.

Para liderar o desenvolvimento estratégico no Brasil, Tim Albertsen, CEO da ALD Automotive | LeasePlan nomeou Pedro Reis, anteriormente General Manager da ALD Automotive no Brasil, como Country Managing Director da entidade combinada. Fabio Costa, anteriormente Managing Director da LeasePlan no Brasil, foi nomeado Finance Director para a região da América Latina. Essas nomeações condicionais entram em vigor imediatamente e estão sujeitas à aprovação regulatória.

Pedro é um dos principais talentos selecionados que está melhor posicionado para implementar o desafiador plano de integração da entidade, e entregar com sucesso o crescimento estratégico e desenvolvimento almejado nos próximos meses e anos.

Pedro Reis – Country Managing Director

Pedro Reis (1972, Portugal) foi nomeado CEO no Brasil em 2018. Iniciou sua carreira na ALD Automotive como controller e gerente de precificação. Pedro também atuou como CFO na América Latina, Marrocos, Argélia e Portugal por quase 10 anos. Foi nomeado CFO do Societé Général em Portugal por 1 ano e 4 meses. Em sua experiência como CEO no Brasil, foi responsável por todo o planejamento estratégico e operação bem-sucedida nos últimos 5 anos, como o aumento histórico do número de contratos e dos resultados financeiros. Sob seu comando surgiram novas soluções de mobilidade como ALD Electric, ALD Mobility Card e ALD Micromobility. Pedro é um apaixonado por mobilidade e liderança de pessoas.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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