
O comércio exterior brasileiro tem registrado volumes expressivos de exportação, evidenciados pelo superávit de US$ 1,5 bilhão alcançado em uma única semana de junho de 2026, com uma corrente de comércio de US$ 15,4 bilhões segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No entanto, esse dinamismo externo expõe uma contradição estrutural: enquanto os embarques crescem, os bastidores operacionais de grande parte das empresas ainda dependem de processos manuais, planilhas paralelas e controle fragmentado.
Esse descompasso entre o volume exportado e a maturidade operacional tem impulsionado a busca por eficiência por meio de tecnologias de gestão logística, marcando a transição do tradicional Comex 2.0 (focado em digitalização básica de documentos) para o Comex 3.0, caracterizado por visibilidade end-to-end, automação e tomada de decisão em tempo real.
O caso Hinode e a implementação de uma Torre de Controle
Atuando em múltiplos mercados simultaneamente — com sete operações de exportação ativas para países da América Latina como México, Chile, Colômbia e Paraguai —, a multinacional brasileira de cosméticos e bem-estar Hinode buscou superar a fragmentação operacional ao adotar a plataforma da Flowls.
A parceria resultou na estruturação de uma Torre de Controle integrada, cujos primeiros resultados mensuráveis incluem:
- Redução de 59% no fluxo burocrático de exportação.
- Eliminação de controles paralelos e dashboards segregados.
- Implementação de um checklist automático parametrizado por tipo de carga e modal, atuando como controle de qualidade preventivo.
“Gerenciar a logística e a regulação de múltiplos mercados na América Latina exige uma precisão que as planilhas tradicionais não entregam. A Torre de Controle nos deu a previsibilidade necessária para antecipar gargalos com base em dados em tempo real”, afirma Mayara Caetano, Gerente de Comex e Projetos Latam na Hinode.
Para Anna Valle, COO da Flowls, a expansão dessas ferramentas reflete uma necessidade urgente do mercado: “A Torre de Controle que construímos com a Hinode não é uma solução isolada — é um reflexo de uma demanda estrutural que está se tornando urgente para qualquer empresa que queira escalar suas exportações com segurança operacional.”
O novo papel estratégico do Comex
A adoção de tecnologias integradas por companhias exportadoras sinaliza uma mudança profunda de mentalidade: o comércio exterior deixa de ser visto estritamente como um setor de back-office e passa a ser tratado como uma alavanca estratégica de competitividade. Com margens apertadas e cenários regulatórios complexos na América Latina, ferramentas de visibilidade e automação de compliance tornaram-se requisitos fundamentais para o crescimento sustentável das empresas brasileiras no cenário global.








