
O agronegócio brasileiro vive uma fase de profunda reestruturação logística e tecnológica impulsionada pela necessidade de reduzir emissões e otimizar custos operacionais. Esse cenário foi o tema central do painel “O diesel perdeu o reinado? O futuro energético do agro”, realizado durante a programação oficial do ABX26 – Automotive Business Experience, no São Paulo Expo, na capital paulista.
Integrando a trilha dedicada ao Agronegócio, o debate reuniu executivos e especialistas da indústria para analisar o avanço de matrizes energéticas alternativas — como biometano, eletrificação, combustíveis renováveis e hidrogênio —, avaliando como conciliar inovação e alta performance nas operações do campo e no transporte agrícola.
Engenharia e inteligência operacional no campo
Representando a AGCO, multinacional referência em tecnologias para máquinas agrícolas, Fabricio Natal, vice-presidente global de Engenharia da companhia, enfatizou que a mudança vai muito além da simples substituição do combustível nos tanques:
“A transição energética no agronegócio não diz respeito apenas ao tipo de combustível no tanque, mas sobre a inteligência agregada a toda a operação. A engenharia global da AGCO foca em desenvolver soluções de alta performance que ajudem o produtor rural a reduzir custos operacionais, otimizar recursos e atender às rigorosas exigências ambientais sem abrir mão do desempenho que o campo precisa.”
O painel também contou com as contribuições de lideranças de peso do setor de veículos fora de estrada e powertrain, como Christian Wahnfried (Diretor de veículos fora de estrada e Geradores da AEA), Mauricio Biadola (Diretor de Vendas Off-Highway da Cummins) e Thomas Püschel (Vice-presidente da Tupy – MWM).
Diversificação de matrizes: uma estratégia modular para o agro
Segundo o consenso das lideranças presentes, o futuro energético do campo não será definido por uma solução única, mas sim por um ecossistema diversificado e adaptado às particularidades geográficas e operacionais do país.
Para Fabricio Natal, a estratégia exige flexibilidade: “A transição energética do agronegócio exige entender as particularidades regionais e os diferentes perfis de produção. É por isso que oferecemos opções que vão desde o aumento de eficiência do diesel e uso de combustíveis renováveis até soluções como biometano e eletrificação, sempre priorizando a máxima rentabilidade e produtividade para o produtor rural.”
O ecossistema do ABX26 e a conexão com a mobilidade
O ABX26, promovido pela plataforma Automotive Business, consolidou-se como um hub essencial de debates sobre o futuro da mobilidade, conectando toda a cadeia produtiva, fornecedores e gestores de frotas. Com 13 arenas de conteúdo e trilhas voltadas a temas como Tecnologia e Inovação, Energia e Sustentabilidade e Logística e Mobilidade Corporativa, o evento reforçou a urgência de alinhar o desenvolvimento de máquinas agrícolas eficientes às exigências globais de ESG e sustentabilidade na cadeia de suprimentos.








