A exportação de algodão produzido pelo Grupo Bom Jesus, um dos principais produtores agrícolas do Brasil, conta com uma operação integrada entre a Movecta e a Magna Logistics Solutions. A parceria reúne a gestão logística da Magna e a infraestrutura de terminal alfandegado da Movecta para organizar o fluxo da carga desde as propriedades do grupo em Mato Grosso até o embarque no navio.
Para atender às características específicas da logística do algodão, a Movecta desenvolveu e customizou um modelo operacional em seu terminal no Guarujá (SP). A estrutura conta com uma área dedicada e procedimentos voltados ao controle da carga, com o objetivo de evitar a exposição à chuva, ampliar a rastreabilidade e padronizar as etapas de movimentação. A proteção contra a umidade é um dos principais cuidados, já que esse fator pode afetar a qualidade da fibra.
A Magna Logistics Solutions, especializada na gestão integrada de operações de comércio exterior do agronegócio e com atuação concentrada na exportação de algodão, coordena o fluxo desde o planejamento na origem até a chegada aos terminais da Movecta e o embarque. A operação envolve diferentes etapas e exige integração entre produção, transporte, procedimentos aduaneiros, consolidação e movimentação portuária.
A exportação de algodão demanda planejamento detalhado em razão das longas distâncias entre as áreas produtoras e os portos e dos cuidados necessários para preservar a carga. Por isso, o controle de cada etapa contribui para manter a regularidade do fluxo, a integridade do produto e o cumprimento dos prazos estabelecidos para o embarque.

A parceria entre Movecta e Magna existe desde 2019. No entanto, em 2023, quando a Magna assumiu a operação de exportação do Grupo Bom Jesus, as empresas estruturaram uma solução específica para o algodão produzido pelo grupo. Desde então, o fluxo passou a integrar, sob gestão da Magna, o planejamento desde a origem até o embarque no navio.
A operação inclui o transporte da carga, o desembaraço aduaneiro, a inspeção e a consolidação dos volumes no terminal da Movecta no Guarujá. Também fazem parte do processo o transporte dos contêineres até o porto e o acompanhamento das etapas por meio do sistema SILO, desenvolvido pela Magna especificamente para a gestão da exportação de algodão.
No terminal da Movecta no Guarujá, a carga passa por consolidação de volumes, controle de pesagem, validação operacional e acompanhamento documental. Essas etapas são monitoradas em tempo real pelo Centro de Controle Operacional da Movecta. A empresa também realiza o transporte dos contêineres até o porto, mantendo a rastreabilidade durante o processo.
Para 2026, o Grupo Bom Jesus estima uma produção de 157 mil toneladas de algodão em pluma, sendo que 80% desse volume deverá seguir para exportação. O grupo possui operações em Mato Grosso, Bahia e Piauí e atua na produção de soja, algodão, milho e sementes, além de desenvolver atividades de pecuária, comercialização e transporte de grãos.
Para Gustavo Paschoa, diretor Comercial da Movecta, a estrutura desenvolvida para a operação demonstra a importância da integração entre os diferentes participantes da cadeia.
“Nossa parceria com a Magna mostra a importância da integração como diferencial competitivo. Nosso foco é trabalhar eficiência operacional e segurança ao longo de toda a cadeia”.
Já Jonathan Valério, diretor Comercial da Magna Logistics Solutions, destaca a atuação integrada desde a produção até a chegada ao mercado internacional.
“A Magna gere a logística do algodão do campo ao embarque, com controle e rastreabilidade em cada etapa. Ter a Movecta como parceira de terminal nos dá a estrutura física ideal para entregar previsibilidade e qualidade ao Grupo Bom Jesus.”

Brasil amplia participação no mercado mundial de algodão
O Brasil ocupa posição relevante no mercado mundial de algodão e está entre os principais produtores e exportadores da commodity. Para a safra 2025/26, a estimativa apresentada no material é de exportação de aproximadamente 3,1 milhões de toneladas. O avanço está relacionado ao aumento da produtividade agrícola e à estruturação de soluções logísticas para o escoamento da produção.
O Mato Grosso, principal polo produtor de algodão do país, responde por cerca de 70% da produção nacional, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Nesse cenário, o transporte entre as áreas produtoras e os terminais portuários exige planejamento para lidar com grandes volumes, longas distâncias e diferentes etapas de controle da carga.









