A Luft Agro, empresa especializada em logística para o agronegócio pertencente à Luft Logistics, anunciou uma nova etapa de sua estratégia de transformação digital com a implementação de agentes de Inteligência Artificial (IA) voltados à gestão logística. A iniciativa inclui o fortalecimento da Torre de Controle da companhia, a chegada de um novo Chief Operating Officer (COO) e o desenvolvimento interno de soluções baseadas em IA para ampliar a capacidade de análise, previsibilidade e suporte às operações.
De acordo com a empresa, a adoção dessas tecnologias acompanha a evolução do mercado. O levantamento The State of AI 2025, da McKinsey & Company, aponta que mais de 85% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma função do negócio. Já um estudo do Gartner projeta que 33% das interações digitais corporativas envolverão agentes autônomos até 2028.
Segundo Luciano Luft, fundador e CEO da Luft Logistics, o objetivo é utilizar a tecnologia para aumentar a eficiência operacional. “O agro brasileiro exige velocidade, previsibilidade e escala. Nossa função é entregar isso com excelência. A IA entra como ferramenta poderosa para ampliar a visibilidade da operação, antecipar riscos e tornar nossas soluções mais ágeis para o cliente no campo. E é justamente a nossa expertise estratégica que transforma essa tecnologia em impacto real”, afirma.

IA na logística fortalece a gestão operacional do agronegócio
Os novos agentes de IA foram desenvolvidos internamente pela companhia, utilizando modelos avançados de linguagem como base tecnológica. Segundo a empresa, a arquitetura, a inteligência de negócio, a integração com bancos de dados e a lógica preditiva foram criadas pela própria equipe da Luft Agro, permitindo conectar informações de dezenas de filiais em uma única base estratégica.
A execução desse projeto passa a ser liderada por Luiz Bentes, que assume o cargo de COO da Luft Agro com a responsabilidade de conduzir a expansão das soluções tecnológicas e a modernização dos processos operacionais.
“O mercado demanda operações cada vez mais integradas e assertivas, e os agentes de IA são o catalisador para elevarmos nosso padrão de atendimento. A tecnologia amplia nossa capacidade de resposta, e o diferencial está na forma como nosso time aplica essas soluções com a vivência de quem entende os desafios do campo no dia a dia. É essa combinação que nos permite transformar dados em confiança e eficiência real para quem produz e, consequentemente, para toda a cadeia”, declara.
De acordo com Gustavo Saraiva, CIO da Luft Agro, o desenvolvimento próprio foi uma decisão estratégica. “Utilizamos modelos de linguagem de ponta como motor de processamento. Toda a inteligência de negócio, a arquitetura dos agentes, a conexão com nossos bancos de dados e a lógica preditiva foram desenhadas e desenvolvidas in-house, pela nossa equipe, que entende a complexidade da logística do agro”, aponta.
Entre as aplicações anunciadas, um agente é dedicado à análise financeira, monitorando indicadores, projetando cenários e apoiando a alocação de recursos. Outro é voltado para a experiência do cliente, atuando na antecipação de demandas, personalização do atendimento e acompanhamento da jornada operacional.
Além disso, a companhia informa que a área de suprimentos passa a operar com processos apoiados por IA, utilizando análises sobre desempenho de fornecedores e automação de atividades para reduzir retrabalho e ampliar a assertividade das operações.
Torre de Controle recebe novos recursos de Inteligência Artificial
Outra novidade apresentada é a evolução da Torre de Controle da Luft Agro, que passa a utilizar recursos de IA para processar grandes volumes de informações, priorizar alertas em tempo real e automatizar fluxos de comunicação com motoristas e clientes.
Segundo a empresa, a tecnologia amplia a visibilidade operacional e fornece às equipes informações previamente organizadas, acompanhadas de sugestões de ação para apoiar a tomada de decisão, mantendo o papel dos profissionais na condução das operações.
A implantação também envolve todas as filiais da companhia, que passam a alimentar uma base única de dados. O objetivo é padronizar processos, mantendo a capilaridade regional das operações logísticas voltadas ao agronegócio.
Para Alynne Oya, Head de IA da Luft Logistics, a adoção da tecnologia também está relacionada ao desenvolvimento das equipes. “A tecnologia veio para potencializar a estratégia e a inteligência de quem faz a operação acontecer. É gratificante ver nossa equipe abraçando essa inovação, transformando dados em soluções reais e encontrando oportunidades de aprendizado e crescimento dentro da casa”, afirma.









