A logística reversa na saúde tem ganhado relevância nas cadeias de suprimentos farmacêuticas e médico-hospitalares. Em 2025, a Andreani Logística registrou a movimentação de mais de 329 toneladas em operações voltadas ao retorno de medicamentos e equipamentos médicos. A atividade garantiu a destinação adequada de produtos recusados, com prazo de validade próximo ou impactados por ocorrências durante o transporte e a armazenagem.
Esse volume evidencia a ampliação do papel da logística reversa como ferramenta estratégica para um setor que trabalha com produtos sensíveis e de alto valor agregado. Além de assegurar o retorno adequado das mercadorias, o sistema passou a contribuir para a gestão de estoques sensíveis, reorganização de lotes e atendimento às exigências regulatórias que envolvem a cadeia da saúde.
“Trabalhar com insumos de saúde exige rigor. A logística reversa atua como um guardião da integridade da carga, e precisa funcionar com precisão para evitar perdas e garantir total controle do processo”, afirma o diretor de operações da Andreani Brasil, Djalma Campos.

Especializada no transporte e armazenamento de medicamentos, produtos de saúde e dermocosméticos, a operadora mantém uma equipe dedicada à área de logística reversa, responsável por conduzir todas as etapas do processo. Dessa forma, a empresa busca assegurar padronização, agilidade e confiabilidade nas operações que envolvem o retorno e o reprocessamento de cargas.
Logística reversa na saúde e desafios operacionais
O planejamento das operações considera fatores como urgência, valor agregado da carga e local de origem. Para isso, a Andreani utiliza uma combinação de modais rodoviário e aéreo, estratégia que permite maior flexibilidade no atendimento às demandas da cadeia farmacêutica.
Entretanto, a operação apresenta desafios específicos. A diversidade de regras tributárias entre os estados, somada à menor regularidade de alguns fluxos de retorno, exige uma estrutura logística mais robusta. Enquanto o envio de mercadorias a partir de grandes centros ocorre com frequência, o processo inverso demanda maior planejamento para evitar atrasos e custos adicionais.
“O grande desafio está no retorno da mercadoria. É nesse momento que entram variáveis como regras fiscais distintas e limitações da malha logística. Nossa atuação é justamente na antecipação desses pontos para manter a fluidez da operação”, explica Campos.
O processo começa quando o produto é recusado pelo destinatário. A partir desse momento, a Andreani Logística aciona o cliente e coordena os trâmites necessários para o retorno da mercadoria à unidade de origem. Quando há negociação de prazo, são realizadas a coleta e a entrega de um novo pedido, sempre respeitando todas as etapas exigidas para o controle da operação.
“Assumimos toda a gestão do retorno para que o cliente não precise lidar com etapas fragmentadas e para que o item não fique parado desnecessariamente”, complementa o diretor de operações.
Ao retornar às instalações da operadora, a carga passa por uma área segregada e por um processo de controle de qualidade. Nessa etapa, é avaliada a possibilidade de reinserção do produto no mercado ou a necessidade de descarte ambientalmente responsável. Quando necessário, a Andreani coordena o transporte para incineração com parceiros homologados, assegurando conformidade com as normas sanitárias e ambientais.








