A Santos Brasil iniciou a operação de um novo serviço Ásia-América do Sul no Tecon Santos, ampliando a conectividade entre o continente asiático e a Costa Leste da América do Sul. A escala inaugural do serviço FIL2 ocorreu no dia 23 de fevereiro, com a atracação do navio Privilege.
O novo serviço é operado pela armadora sul-coreana HMM (Hyundai Merchant Marine), em conjunto com a Ocean Network Express (ONE). A rotação contará com 11 embarcações com capacidade de 6 mil TEUs cada. O ciclo completo terá duração de 77 dias, com movimentação estimada em até 2.700 TEUs por escala, totalizando aproximadamente 140 mil TEUs por ano.
Com a nova parceria, a Santos Brasil passa a atender os dez maiores armadores globais em seu terminal santista, localizado na margem esquerda do Porto de Santos (SP). O Tecon Santos é considerado o maior terminal de contêineres da América do Sul.
Segundo Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações da Santos Brasil, “a chegada da Hyundai consolida mais uma conexão regular na malha do Tecon Santos, ampliando a oferta de capacidade e a previsibilidade logística para os clientes. É mais um importante resultado decorrente dos pesados investimentos realizados pela Companhia nos últimos anos”.

Modernização do Tecon Santos impulsiona capacidade operacional
Paralelamente à ampliação de serviços, o Tecon Santos vem passando por um processo de modernização iniciado em 2019. Em janeiro, o terminal recebeu dois novos portêineres e oito RTGs elétricos, totalizando 16 unidades desse modelo, operadas remotamente — tecnologia implantada de forma pioneira pela Santos Brasil no País no fim de 2024. O investimento nos dez guindastes soma R$ 300 milhões.
A companhia prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo gradualmente equipamentos a diesel. Cada unidade convencional substituída por modelo elétrico evita a emissão de cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês.
O plano de expansão prevê investimentos da ordem de R$ 3 bilhões até 2031, dos quais aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados. A meta é atingir 3 milhões de TEUs de capacidade até o final deste ano. O projeto está alinhado ao Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece como objetivo tornar-se net zero.









