PACCAR Parts inaugura Centro de Distribuição na Colômbia

17/07/2024

A PACCAR Parts, líder no segmento de peças e serviços de pós-venda para caminhões, carretas e ônibus, inaugurou no dia 9 de julho mais um Centro de Distribuição da empresa na América Latina. Localizado em Bogotá, Colômbia, o novo espaço conta com 22 mil posições de armazenagem de produtos, distribuídos em 7.700m².

“Temos uma frota de mais de 23 mil veículos PACCAR circulando pela Colômbia e precisamos atender às necessidades de peças com agilidade. A inauguração do Centro de Distribuição de Bogotá fortalecerá nossa presença no local e permitirá ampliarmos nossas atividades”, comenta Elisangela Portela, Diretora de Operações da PACCAR Parts na América do Sul. 

O novo Centro de Distribuição da companhia abastecerá o mercado local com peças para caminhões DAF, Kenworth e Multimarcas TRP. A unidade beneficiará os clientes de mais de 20 pontos de vendas e serviços dos distribuidores das marcas no país. Com o novo PDC, a entrega de produtos passa dos 45 dias anteriores para até um dia e meio, com maior eficiência logística e satisfação dos clientes.

A PACCAR Parts Brasil é responsável pela gestão de peças na América Latina. A estratégia de estabelecer um PDC (Centro de Distribuição de Peças) na Colômbia visa principalmente otimizar o atendimento aos concessionários dessa região. Esse movimento deve melhorar o nível de serviço e a disponibilidade de peças, além de colaborar na gestão da saúde do estoque dos concessionários. Também se espera ampliar o portfólio de peças TRP. Outro fator importante é que os concessionários poderão realizar suas compras na moeda local, os Pesos Colombianos, o que certamente deve resultar em um incremento de vendas para a América do Sul.

“O PDC está localizado em um ponto estratégico para atendermos o país com agilidade. Esse movimento é importante para mostrar o crescimento da PACCAR na América Latina, e que estamos preparados com as demandas de peças para os mais variados veículos”, finaliza a executiva.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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