General Óptica inaugura um armazém omnichannel para 100.000 armações com a ajuda da Mecalux

07/06/2024

O grupo de intralogística Mecaluxprojetou e instalou os sistemas de armazenamento do novo centro logístico da General Óptica nos arredores de Madrid (Espanha). A empresa líder na comercialização de soluções ópticas em Espanha, e também uma referência em Portugal, decidiu internalizar a sua logística para oferecer o melhor serviço às 321 lojas de óptica que possui em toda a Península Ibérica.

O novo armazém da General Óptica expede uma média diária de 4.000 pedidos, movimenta 100.000 armações e está preparado para absorver o crescimento previsto para os próximos dez anos. Localizado em San Fernando de Henares, ele possui 2.000 m² dedicados ao armazenamento e 300 m² para escritórios. “A partir daí, os produtos são distribuídos para fornecedores, lojas físicas e clientes online, e é realizada a reposição de armações e o gerenciamento de devoluções”, explica Juan González, responsável pela Logística e Transporte da General Óptica. Para tal, utiliza um sistema de transporte automático de caixas e estantes para paletes e picking da Mecalux.

Para se adaptar à estratégia omnichannel, o armazém exigiu um grau de automação que multiplicasse a eficiência nos processos e reduzisse possíveis erros no picking e na expedição de produtos”, enfatiza González. General Óptica realiza cerca de 12.000 transações por dia em seu centro de logística, onde os produtos são pré-classificados em caixas através de dispositivos put-to-light. Em seguida, os transportadores levam as mercadorias para a área de consolidação. “A automação agilizou ao máximo nossos processos prévios de expedição, otimizando a capacidade de nossos envios”, afirma a empresa que que distribui armações, óculos de proteção para ambientes industriais, acessórios como clipes, cordões de fixação e estojos de reposição, entre outros artigos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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