VLI inaugura novo Centro de Controle Operacional no Terminal Portuário São Luís (TPSL)

30/04/2024

A VLI, companhia de soluções logísticas que integram ferrovias, portos e terminais, acaba de inaugurar seu novo Centro de Controle Operacional (CCO), no Terminal Portuário São Luís (TPSL), na capital maranhense. A nova estrutura tem como foco a excelência operacional, utilizando a tecnologia para dar ainda mais eficiência, agilidade e segurança à operação local, que tem importância estratégica para o escoamento da produção do Matopiba, além dos estados do Pará, Goiás e Mato Grosso, por meio do Corredor Norte, operado pela VLI.

Com a tecnologia do novo CCO, a VLI está automatizando processos, incluindo o controle de estoque nos silos e armazéns. Além disso, foram introduzidos sistemas de automação na descarga e no embarque, juntamente com circuito fechado de TV, para aumentar significativamente os níveis de segurança operacional e permitir o manuseio de volumes ainda maiores com eficiência.

“Nossos investimentos têm como foco a geração de valor ao negócio dos nossos clientes, o que, neste caso, é obtido por meio do incremento da eficiência nos embarques. Os portos do Arco Norte, acessados por meio da Ferrovia Norte-Sul, são o caminho natural para o escoamento da produção da região, por isso têm crescido cada vez mais em importância para a pauta de exportações brasileiras. A VLI é parceira deste desenvolvimento”, informa gerente-geral de Terminais e Portos do Sistema Norte da companhia, Douglas Marques.

No TPSL, são realizadas as operações de descarga ferrovia de soja e milho, ferro gusa e manganês, como também é realizado o embarque de navios com esses mesmos produtos.

A nova estrutura reflete o compromisso da VLI em fortalecer a infraestrutura da região. Recentemente, a empresa adquiriu 168 vagões Hopper HTT e três locomotivas para operar na Ferrovia Norte-Sul, em um investimento de aproximadamente R$ 200 milhões. Os vagões já estão operando no transporte da atual safra.

Além disso, no último ano, a companhia registrou recorde de movimentação de carga no Corredor Norte, com 14,5 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil) no trecho, contra 14,1 bilhões em 2022, recorde anterior. No último ano, a companhia também registrou seu melhor resultado no Terminal Portuário São Luís, com 5,6 milhões de toneladas movimentadas, contra 5,4 milhões em 2022.

O que é o CCO?

O CCO é uma sala equipada com câmeras de monitoramento que supervisiona todas as operações portuárias, incluindo a movimentação de pessoas e máquinas, além de coordenar frentes de operações e manutenção. Funcionando como um centro de comando centralizado, o CCO controla a inicialização de equipamentos, gerencia fluxos de comunicação com a ferrovia, opera e mantém o porto, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e as agências marítimas.

A sala do Centro de Controle Operacional foi reestruturada para realizar a melhor performance dos controladores. Nela, é feita a supervisão dos equipamentos, e dos sistemas de rádio comunicação e Tecnologia da Informática.

Agilidade na fila de navios

O gerente geral destaca que o CCO impacta positiva e diretamente na fila de espera de navios, no Terminal Portuário São Luís. “O Centro de Controle Operacional é a cabeça e o coração do porto. Ele nos dá uma fila de navios saudável, garantindo que a atracação e desatracação dos navios ocorram conforme o planejamento”, conclui.

O Corredor Norte da VLI

A VLI opera na região por meio do Corredor Norte, que percorre os estados do Tocantins e do Maranhão pelo tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, controlado pela companhia, e pela Estrada de Ferro Carajás, onde a VLI opera por direito de passagem para chegar ao sistema portuário de São Luís. O corredor conta, ainda, com três terminais integradores, instalados em Palmeirante e Porto Nacional, no Tocantins, e em Porto Franco, no Maranhão.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

01

Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor
Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor

02

Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega
Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega

03

Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal
Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal