Logtech SimpliRoute inaugura escritório em São Paulo e fortalece sua presença no mercado brasileiro

19/04/2024

Líder em tecnologia de roteirização inteligente na América Latina, a Simpliroute mira o Brasil como seu mercado prioritário de crescimento a partir deste ano. Além das soluções para a última milha, a companhia instituiu uma série de novas ferramentas no seu plano de negócios no final de 2023 visando ampliar sua atuação  também para a primeira milha.

Fundada no Chile em 2014 por Álvaro Echeverria, a logtech está empenhada em solidificar sua presença no Brasil, que, devido ao seu vasto e diverso território, enfrenta importantes desafios e está em constante busca por inovação no setor de logística.

Segundo Álvaro, a entrada no país sempre foi vista como um desafio devido às diferenças entre os mercados e suas estruturas. No entanto, ele ressalta que o tamanho e o dinamismo do setor brasileiro o tornam extremamente atraente e com grandes oportunidades para uma empresa em expansão.

 A SimpliRoute possui escritórios em oito países, entre eles  Chile, Argentina, México e Estados Unidos. Agora, quer trazer suas soluções inovadoras para simplificar e dar mais eficiência aos processos logísticos de empresas de todos os portes no Brasil, onde já conta com parceiros como Jadlog, Kisabor e Manía Foods. Em outros países, já atende grandes players como Walmart, Avon e Unilever.

“O mercado brasileiro tem uma grande importância para nós, e há algum tempo estamos monitorando de perto as oportunidades e desafios logísticos do país. Estamos iniciando essa nova fase já com mais de 50 clientes no Brasil, empresas de todos os portes e que conhecem e confiam em nossas soluções. Com toda expertise da equipe do Brasil e nossa tecnologia inovadora, tenho a certeza de que vamos ajudar ainda mais empresas a alcançarem novos níveis de eficiência”, comenta o CEO.

Para concentrar seus esforços na expansão no Brasil e focar em uma rodada de investimento de Série B, a SimpliRoute investiu em um escritório em São Paulo, além da contratação de uma equipe multifacetada e com vasta experiência em tecnologia para a logística. Além disso, a companhia apresenta ao mercado a Country Manager, Javiera Lyon, que será encarregada de liderar as operações nas rotas brasileiras.

No ano passado, como parte de nossa estratégia de negócios, a logtech expandiu seus serviços, implementando não apenas a tradicional roteirização inteligente para a última milha, mas também soluções de transporte aéreo e terrestre, juntamente com uma gama diversificada de soluções para a primeira milha. Além disso, mudou a sede de operações do Chile para o México, que atualmente é o maior país em termos de faturamento.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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