PortosRio apresenta à ANTAQ o maior pacote de novos arrendamentos do Brasil com investimentos de R$ 3 bilhões

19/03/2024

Na última quinta-feira (14), a PortosRio recebeu a visita do diretor-geral da Agência Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (ANTAQ), Eduardo Nery. Durante a reunião com os diretores e gestores da Autoridade Portuária, foi destacada a significativa carteira de projetos para os próximos anos, bem como o avanço de uma série de novos arrendamentos nos Portos do Rio de Janeiro e de Itaguaí, previstos para este ano. Estes arrendamentos, conduzidos pela agência reguladora, representam o maior pacote de novos arrendamentos portuários do país, com investimentos na ordem de R$ 3 bilhões.

Neste mês, a diretoria da ANTAQ aprovou a abertura da consulta pública e a realização da audiência pública do terminal portuário RDJ-07, localizado no Porto do Rio de Janeiro. A consulta ocorrerá entre os dias 25 de março e 8 de maio. O terminal, especializado na movimentação de carga de apoio offshore, receberá um investimento de R$ 101,7 milhões ao longo de um contrato de 25 anos.

Além disso, estão previstos para este ano, no Porto do Rio de Janeiro, os arrendamentos dos terminais portuários RDJ-06, especializado em granel líquido; RDJ-10 e RDJ-11, ambos destinados à movimentação de carga geral e granéis. No Porto de Itaguaí, o pacote de novos arrendamentos de 2024 inclui o terminal ITG-02, voltado para granéis sólidos minerais, e o terminal ITG-03, destinado à alumina.

Eduardo Nery, diretor-geral da ANTAQ, expressou sua confiança na PortosRio, destacando os projetos desafiadores para os próximos anos e ressaltando o impacto dos novos arrendamentos: “Para este ano, temos uma série de novos arrendamentos como RDJ-06, RDJ-07, no Porto do Rio de Janeiro, e o ITG-02, no Porto de Itaguaí, com o maior investimento dos leilões este ano, totalizando quase R$ 3 bilhões de investimentos. A exploração dessas novas áreas proporcionará um novo dinamismo tanto para a operação dos portos quanto para a administração da PortosRio, possibilitando investimentos na infraestrutura e gerando um ciclo virtuoso de desenvolvimento e modernização para os portos do Rio”.

Durante o encontro, a PortosRio também apresentou diversos projetos estratégicos voltados para o desenvolvimento sustentável, descarbonização e segurança portuária. Eduardo Nery expressou sua satisfação com as iniciativas, afirmando: “Ficamos empolgados e felizes ao ver que a PortosRio está considerando transformar Itaguaí em um complexo industrial, além de implementar iniciativas socioambientais. Vemos com bons olhos essa diversidade de atividades que tornarão a PortosRio mais eficiente e com a grandeza e o destaque que merece dentro da infraestrutura portuária nacional”.

Francisco Martins, presidente da PortosRio, ressaltou a importância deste robusto pacote de novos arrendamentos portuários para o comércio exterior brasileiro e para o desenvolvimento socioeconômico do Estado do Rio de Janeiro: “Esses novos empreendimentos serão fundamentais para o desenvolvimento de nossos portos, sendo que o Porto de Itaguaí se destacará como o principal complexo portuário do país na exportação de minério de ferro. Isso resultará no aumento da geração de empregos, renda e arrecadação de impostos”. Martins também enfatizou o compromisso da Autoridade Portuária em garantir a sustentabilidade dos novos projetos de arrendatários.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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