Prometeon implementa o uso de veículos autônomos em Santo André

31/10/2022

A Prometeon estreou em sua planta localizada na cidade de Santo André, SP, o uso de veículos de carga autônomos – AGV (Automated Guided Vehicle). Os transportadores são os responsáveis por levarem os produtos finalizados entre a manufatura e o armazém logístico, também localizado na fábrica.

O projeto para implementação desta nova tecnologia teve início em 2021 com estudos para definição de escopo e implementação. Testes práticos operacionais, contando com simulações e exercícios práticos considerando variantes como distâncias, rotas, quantidade de carga, pontos de parada e outros, foram feitos, até chegar ao formato finalizado e que atualmente está em operação.

“Este projeto teve como grande incentivador a nossa busca diária de melhorias nos processos e procedimentos da Prometeon”, diz o CEO da Prometeon para as Américas, Eduardo Fonseca. “Ao elevar o nível de tecnologia adequando mais este passo ao que chamamos de indústria 4.0 com automação, com uma tecnologia flexível, rápida e, especialmente, segura, estamos melhorando ainda mais nossa competitividade com uma solução inédita no segmento”.

O primeiro AGV começou a operar efetivamente em junho de 2022 e o segundo, em julho. Atualmente, ambos operam simultaneamente dentro das especificações estabelecidas. Segundo o coordenador de Projetos Logísticos da Prometeon, Willian Santana: “O aumento de produtividade na movimentação de cargas foi superior aos 40% e a redução de tempo para a disponibilidade de produtos de 30%. Tudo isso, em um ambiente altamente complexo como uma fábrica, contando com pessoas, outros veículos e obstáculos que o AGV precisa considerar ao se deslocar”, completa.

Os AGVs utilizados na fábrica de Santo André possuem dois vagões de 33 m³ cada com capacidade para até 18 toneladas de carga por viagem, que é feita pelo veículo autônomo que e guiado por meio de um cabo indutivo instalado no solo em todo o trajeto de 1,5 km de extensão. Sensores de segurança e automação instalados na parte inferior e superior do equipamento, monitorando todo o ambiente por onde o AGV passa, garantem a segurança da operação, junto com 16 câmeras em cada comboio para monitoramento em tempo real.

“Além de melhorar nosso processo de transporte, diminuindo custos e aumentando a capacidade operativa, o AGV tem um benefício adicional bastante importante. Ele consegue funcionar 24h por dia sem parar, já que suas baterias são recarregadas enquanto o veículo se encontra nos pontos de carregamento e recebimento”, complementa Santana.

Grupo de Pneus Prometeon O Prometeon Tyre Group é considerado o único fabricante de pneus totalmente focado nos setores Industrial (transporte de mercadorias e pessoas), Agro e OTR. A Prometeon traz em seu portfólio produtos que incluem as marcas Pirelli, Sestante, Formula, Pharos, Anteo, Eracle, Tegrys.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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