Cobli lança solução de videotelemetria com inteligência artificial

30/08/2022

Com o propósito de tornar as operações de frota mais seguras e eficientes, a Cobli, FleetTech que descomplica e potencializa a gestão de frota, apresenta ao mercado a Cobli Cam, uma solução de videotelemetria composta por câmeras, que contam com inteligência artificial, instaladas na cabine dos veículos.

Os aparelhos mostram tanto a visão da via quanto a da cabine e, assim, ajudam a evitar acidentes e diminuir o impacto deles nos custos da frota. No Brasil, segundo o Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (RENAEST), aconteceram 632 mil acidentes e 11 mil mortes no trânsito em 2021. Embora existam diferentes razões para esse resultado, o comportamento dos motoristas no volante representa um número bastante significativo. De acordo com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, 54% dos acidentes analisados em 2020 foram causados por imprudências dos motoristas e 23% indicaram falta de atenção do condutor.

Tecnologia

O uso de tecnologias e dados é o caminho para uma condução mais focada e cuidadosa, e a videotelemetria é a próxima fronteira para a gestão de frotas. Um estudo realizado pela Frost & Sullivan apontou que veículos que possuíam este tipo de câmera com inteligência embarcada tiveram um aumento de 70% no uso do cinto de segurança, 60% de redução no número de colisões, 65% menos eventos de excesso de velocidade e 80% de redução de distrações ao volante. “A direção imprudente é um risco para toda a sociedade. Para ajudar o Brasil a ser cada vez mais seguro no trânsito, estamos lançando essa tecnologia que já está presente em 50% dos veículos comerciais nos Estados Unidos. Podemos reduzir mais de 500.000 acidentes por ano no Brasil com o uso da Cobli Cam”, afirma Rodrigo Mourad, CEO e cofundador da Cobli.

Alertas para motoristas e gestores

Ao identificar situações perigosas, como direção distraída, proximidade insegura ao veículo da frente, curvas perigosas e aceleração ou frenagem brusca, a Cobli Cam emite alertas sonoros na cabine em tempo real, chamando atenção do motorista. 

Os comportamentos identificados automaticamente são gravados e enviados a uma plataforma, onde o gestor da frota é alertado da situação. Com todos esses dados em mãos, as empresas podem criar planos de ação e passar feedbacks para melhorar o desempenho do motorista, além de tornar a direção mais segura. “A Cobli já acompanhou mais de 1 bilhão de quilômetros dirigidos em todos os cantos do Brasil e constatou que as melhores práticas para melhorar o modo de condução envolvem ciclos de feedback curto. Tecnologias, como a câmera veicular, evoluíram e estão cada vez mais inteligentes e acessíveis para ajudar nesse processo. Observamos, inclusive, casos de redução de até 50% no número de incidentes”, destaca Mourad.

Redução de custos da frota

A videotelemetria pode diminuir custos com infrações de trânsito, pois ter a visibilidade de como está a direção do time ajuda o gestor a reverter comportamentos que resultam em mais gastos, como multas causadas pela distração do motorista. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal e o Ministério da Infraestrutura, em 2021, 246 mil multas foram aplicadas por uso de celular ao volante. O levantamento apontou ainda que 2.2 milhões das multas foram por excesso do limite de velocidade. Delas, 88% foram de velocidade até 20% superior, ou seja, um possível descuido. As gravações também são importantes para evitar o pagamento de despesas com incidentes nos quais a empresa não foi a responsável pela infração. Os vídeos podem ser usados como evidências para identificar quem foi efetivamente o culpado e, nesse cenário, já foram observados casos de exoneração de 50% dos processos.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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