Logística da Printi ganha agilidade e capacidade de monitoramento em tempo real com TMS da Senior Sistemas

13/07/2022

A Printi, gráfica online focada em materiais personalizados, e considerada pioneira nas práticas de Web2Print e Web2Pack no Brasil, fechou em janeiro de 2021 uma parceria com a Senior Sistemas, especializada em softwares para gestão de empresas, com o intuito de implantar um novo sistema que possibilitasse um controle mais eficiente e monitoramento da operação de toda a sua malha logística. Após pouco mais de um ano, o resultado é animador.

Com o objetivo de realizar entregas no menor tempo possível, a Printi precisa contar com transportadoras confiáveis e que atendam aos seus rigorosos requisitos. O novo Sistema de Gerenciamento de Transporte – TMS da Senior Sistemas permitiu que a empresa diminuísse de 45 para 7 dias o tempo necessário para cadastrar novas parceiras em sua malha logística.

A Printi também ganhou em visibilidade com o monitoramento em tempo real das ocorrências de entregas das transportadoras, possibilitando uma atuação antecipada para resolver qualquer tipo de problema. 

“A implantação do TMS da Senior Sistemas nos trouxe muita autonomia, agilidade e flexibilidade na manutenção do cadastro e parâmetros das transportadoras, que são fundamentais para termos um processo integrado da nossa logística de entrega”, conta Fábio Carvalho, diretor de Supply Chain da Printi. “Através dele, tivemos um ganho no nível de serviço para nossos clientes e, ao mesmo tempo, otimização dos nossos custos e maior gestão de um processo tão complexo quanto o de administração de parceiros logísticos.”

As melhorias também chegaram ao cliente final, com uma redução de 5% no custo do frete graças à consolidação dos pedidos pelo TMS, e que também foram afetados pela capacidade da Printi de monitorar sua malha de entregas e se antecipar às ocorrências, fazendo com que a gráfica alcançasse o indicador de 97% dos pedidos entregues dentro do prazo. No Brasil, as operações de transporte são as etapas mais críticas do processo de entrega e também as que representam o maior custo. O Head de Logística da Senior, Anderson Benetti, explica que com o TMS da empresa é possível planejar, executar e acompanhar cada etapa da operação, inclusive saber se ela está sendo rentável ou não.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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