SuperOpa inaugura green store própria em Campinas, SP

27/01/2022

 

SuperOpa

O SuperOpa, marketplace criado para conectar distribuidor e consumidor final para reduzir o desperdício de alimentos, anuncia a inauguração de sua própria green store em Campinas, interior de São Paulo, hoje, 27 de janeiro. O Centro de Distribuição, que terá até 9.300 metros quadrados em sua fase final, vai atender exclusivamente os pedidos feitos na loja do SuperOpa no app.

“Com uma green store própria, nossa meta é aumentar mais 2.000 SKUs oferecidos aos clientes até o segundo semestre de 2022”, explica Luis Borba, CEO e cofundador do SuperOpa. O conceito de green store vai além das dark stores, visto que a startup promove a conscientização sobre o consumo de produtos próximos ao vencimento em perfeitas condições que antes eram descartados.

“A sustentabilidade está no core de nosso negócio e esse é um grande passo para que mais pessoas possam dar uma nova chance aos alimentos. Em 2021, salvamos mais de 120 mil quilos de comida que seriam descartadas pela demora para chegar às gôndolas”, complementa Borba.

Para viabilizar os processos com a green store, o SuperOpa também vai investir em equipe. “Contratamos 12 novos funcionários para a área administrativa e outras 50 pessoas para o operacional. Dessa forma, conseguimos criar uma logística roteirizada, com agilidade no recebimento dos produtos e na entrega”, afirma o CEO.

Foco nas classes C e D

Desde seu surgimento, o SuperOpa tem como público-alvo clientes das classes C e D. Ao trazer produtos com até 70% de desconto, a plataforma contribui para a inclusão de mais pessoas no universo digital, para que possam usufruir de produtos com valores justos e praticidade na hora das compras.

“Entendemos a nossa importância nesse novo momento de consumo, com o avanço da tecnologia e a necessidade de busca pelo menor preço diante da alta no preço dos alimentos. Acredito que vamos deixar uma marca positiva na sociedade e torço para que a iniciativa leve outras empresas a seguir por esse caminho, já que sabemos que existe muita coisa a ser feita em relação ao desperdício de alimentos e ao acesso a produtos pelas classes mais impactadas com a economia”, finaliza Borba.

Sobre o SuperOpa

Fundado em 2018, o SuperOpa surgiu depois de um desafio lançado ao aluno Luís Borba pelo professor Leandro Zanardi em uma aula de gamification da FGV. O projeto fez tanto sentido que professor e aluno decidiram investir e colocá-lo em prática. Hoje, a startup já opera em 500 cidades dos Estados de São Paulo, interior Rio de Janeiro e interior Minas Gerais, fazendo conexão direta entre distribuidor e consumidor final para reduzir o desperdício de alimentos. A plataforma oferece produtos para serem consumidos em período próximo com até 70% de desconto e entrega em até três dias úteis. Este ano, venceram o prêmio Seleção Mobile Time 2021 na categoria escolha do júri, composto por 11 pessoas, entre jornalistas de tecnologia e especialistas do mercado.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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