Prologis fecha 2020 com mais de R$ 1 bilhão em investimentos no Brasil

15/03/2021

Em 2020, a Prologis, líder global no mercado de galpões logísticos, investiu mais de R$ 1 bilhão no Brasil, ampliando seu portfólio e ampliando sua atuação. A empresa está disposta a investir mais R$ 500 milhões na construção de novos galpões nos próximos 16 meses. Os investimentos foram feitos através da Prologis Brazil Logistics Venture (PBLV), uma joint-venture com a Ivanhoe Cambridge que investe em imóveis logísticos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“No início da pandemia, paramos os investimentos para analisar como seria o cenário. Impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor durante a pandemia global, o mercado mudou para acelerar o crescimento do comércio eletrônico, o que já estava acontecendo. Além disso, o aumento da demanda em setores específicos, como farmacêutico e transportes, nos impulsionou a retomar os investimentos no segundo semestre de 2020. Encerramos o ano com 100% do nosso portfólio operacional de 1 milhão de m² locados. Foram 15 novos contratos assinados, dos quais 10 foram para novos clientes, globais e nacionais”, destaca Armando Fregoso, Country Manager da Prologis no Brasil.

Devido ao crescimento significativo, a empresa iniciou a construção de oito novos armazéns, somando mais de 310 mil m2, dos quais 80% já estão pré-locados. 2021 começa com o anúncio de mais dois empreendimentos, localizados nas rodovias Raposo Tavares e Castelo Branco, ambos em São Paulo. Dessa forma, os 12 novos galpões planejados irão adicionar cerca de 525 mil m2 ao portfólio atual.

Armando atribui o sucesso da Prologis aos quase 40 anos de experiência global da empresa, além de uma excelente equipe de profissionais. “Nosso know-how na busca pelas localizações prime em São Paulo e no Rio de Janeiro, com foco na eficiência da operação, às vezes abrindo mão do maior aproveitamento do terreno, e também da construção de qualidade, é o principal motivo que permitiu a empresa superar o mercado, algo que se repete há mais de dez anos, desde que iniciamos nossas operações no Brasil “, explica.

Tendências para os próximos anos

O country manager da Prologis no Brasil está otimista com as perspectivas do setor de logística nos próximos anos. “Temos um portfólio único e soluções de instalações. Como proprietário-operador, disponibilizamos gerentes de propriedades locais e nossa própria equipe de manutenção e segurança. Dessa forma, temos um maior entendimento das necessidades dos clientes”, destaca Armando.

A Prologis também está comprometida com a sustentabilidade e cada novo desenvolvimento é projetado para atender aos requisitos da certificação LEED. Um dos empreendimentos conta com uma usina solar para suprir parte da demanda de energia, e outro condomínio já possui o Selo Energia Limpa, que atesta o consumo de energia limpa. Bicicletas compartilhadas também fazem parte de alguns parques logísticos.

Os padrões da líder global em condomínios logísticos também incluem tilt up walls, espécie de construção pré-fabricada em concreto que melhora o conforto do ambiente interno dos galpões, além de agilizar o tempo de construção e reduzir as manutenções de longo prazo. Em 2020, as fachadas também ganharam janelas para ampliar a iluminação natural. O projeto de construção inteligente e sustentável está entre uma gama de soluções que virão no portfólio da Prologis. “Uma das nossas premissas é acompanhar as necessidades do mercado, melhorando a experiência do cliente com soluções inovadoras”, explica o country manager.

Em relação aos setores que continuarão a ter um papel importante nos negócios da Prologis, Fregoso acredita que o e-commerce deve continuar crescendo e ganhando espaço no Brasil, devido ao aumento da penetração no mercado online. “Em 2020, as vendas do comércio online cresceram 48% em relação ao ano anterior, o que deve impulsionar as oportunidades em nosso segmento”, destaca Fragoso.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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