A.P. Moller – Maersk apresenta resultados de 2020 com forte progresso e transformação

12/02/2021

O ano de 2020 foi mais um período de sólidos progressos para A.P. Moller – Maersk, tanto em termos de desempenho financeiro como na transformação da empresa. Apesar dos baixos volumes durante a maior parte de 2020, a rentabilidade cresceu durante os primeiros nove meses e terminou o ano com resultados recorde no 4º trimestre em Logística e Terminais, enquanto a Ocean entregou um trimestre excepcional, impulsionada pelo aumento dos volumes e pelas interrupções temporárias da cadeia de abastecimento.

“2020 será para sempre lembrado pela pandemia de COVID-19, que impactou negativamente nossas vidas, empregos, negócios e a economia global. Estou orgulhoso de termos acelerado nossa transformação e apresentado crescimento de ganhos durante todos os trimestres de 2020, apesar das diferentes condições de mercado, começando com o impacto negativo devido a pandemia no primeiro semestre, para uma recuperação no quarto trimestre”, disse Søren Skou, CEO da AP Moller – Maersk.

A receita cresceu US$ 39,7 bilhões em 2020 em relação a US$ 38,9 bilhões no ano anterior. Enquanto o aumento da demanda no segundo semestre do ano criou entraves na cadeia de abastecimento, tais quais escassez de navios, contêineres, e levou a taxas mais altas de aproximadamente US$ 1,5 bilhão. A Ocean melhorou seu desempenho ao se concentrar em custos, gerenciamento ágil de capacidade e lançamento de novas ofertas digitais.

A área de Logística e Serviços cresceu US$ 7 bilhões, em comparação a US$ 6,3 bilhões no ano passado, com a aquisição da empresa Performance Team, bem como um melhor desempenho em intermodal, agenciamento de frete aéreo e armazenamento e distribuição.

“Nossos clientes querem nossa ajuda para construir cadeias de suprimentos mais resilientes e também para adquirir mais serviços de ponta a ponta. Consequentemente, nossos negócios em logística dobraram de receita em 2020. Hoje somos uma empresa de logística lucrativa e em crescimento, com uma ampla oferta de transporte marítimo e aéreo, serviços portuários e recursos logísticos, que inclui armazenamento, serviços personalizados e logística de ponta”, acrescenta Søren Skou.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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