Log-In Logística Intermodal divulga resultados do 2º Trimestre 2020

28/08/2020

A Log-In Logística Intermodal, empresa de capital aberto, 100% brasileira, que planeja, gerencia e opera a movimentação de cargas por meio da navegação por cabotagem, movimentação portuária e soluções logísticas customizadas, anunciou há alguns dias os resultados do 2º Trimestre de 2020. Mesmo diante das adversidades e do cenário atípico e desafiador por conta da pandemia mundial da Covid-19, a Log-In Logística Intermodal apresentou resultados bastante resilientes e superiores ao desempenho do mercado.

A empresa conseguiu minimizar os impactos da pandemia de maneira bastante eficiente, tanto nas atividades econômicas como também em seu principal ativo, a sua gente. Neste período, a estratégia comercial focou-se em captar volumes das indústrias menos afetadas pela pandemia. Já do ponto de vista de gente, 100% dos colaboradores dos escritórios, cujas funções permitam tal modelo de trabalho, priorizando os grupos de risco, trabalharam de forma remota (home office) e um planejamento especial para os marítimos foi executado, com medidas preventivas relacionadas à COVID-19, durante o processo de troca da tripulação dos navios.

“Este foi sem dúvida um trimestre com desafio redobrado diante do processo de enfrentamento da pandemia de Covid-19, as diversas ações tomadas no trimestre passado, bem como os aprendizados que tivemos neste, foram fundamentais para que a Companhia conseguisse operar integralmente em seus terminais, bem como em todos os serviços de navegação, contribuindo decisivamente para a logística de nossos clientes”, ressalta Marcio Arany, diretor presidente da Log-In Logística Intermodal.

O EBITDA consolidado ficou na casa de R$57,5 milhões no 2T20. (R$76,5 milhões no 2T19). Excluindo os impactos não recorrentes de R$32,3 milhões, houve um crescimento robusto de 24,4% no 2T20, apesar do cenário adverso, o que demonstrou robustez nas operações da companhia. Além da 3ª Emissão de Debêntures, concluída em 10 de junho de 2020, captando R$71,4 milhões, merece destaque no trimestre o início da operação do navio Log-In Endurance em 1º de maio de 2020. A embarcação entrou no Serviço Atlântico Sul (SAS). Com isso, a Companhia concluiu o plano de recomposição da sua frota, passando a possuir e operar 100% de sua frota, com seis navios próprios.

Convém lembrar que os resultados foram impactados por eventos não recorrentes, como receita decorrente de reconhecimento de AFRMM (Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante) judicializado de 2T19, no valor de R$ 15,9 milhões; impacto positivo de leasing de contêiner em 2T19, em função de ajuste da norma IFRS-16, no valor de R$ 6,2 milhões; e despesa de R$10,2 milhões em 2T20, sem impacto no caixa, devido ao reconhecimento antecipado do custo do 1º Programa do 2º Plano de Opções da Companhia.

Navegação Costeira

Segundo Maurício Alvarenga, diretor comercial da Companhia, o impacto da pandemia, em especial no segmento de bens duráveis, como automotivo, eletrônicos e linha branca, refletiu-se na queda de volumes transportados com relação ao segundo trimestre de 2019. Apesar da demanda de carga no 2º trimestre deste ano no transporte rodoviário de cargas geral no Brasil ter registrado queda superior a 40% neste período, a cabotagem apresentou-se como opção favorável para indústrias manterem as suas logísticas funcionando e ainda controlarem os seus custos em um momento de grande dificuldade.

Analisando o mercado de Cabotagem no 2T20, houve similar impacto da retração da atividade econômica em função da pandemia. Houve redução significativa nos volumes da indústria e mudança no mix de produtos transportados nesse novo cenário. Pelos dados colhidos na ABAC – Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem – a movimentação de contêineres em TEUs para Empresas brasileiras de navegação associadas à ABAC reduziu 18% do 2T19 para 2T20.

A desvalorização do real junto ao dólar juntamente com contínuo trabalho de melhoria de mix das cargas transportadas, teve efeito muito positivo na rentabilidade do negócio de navegação, fazendo com que o percentual de margem de contribuição neste trimestre ficasse em 64,2%, melhor obtido até então.

O EBITDA da Navegação Costeira foi de R$59,2 milhões no 2T20 (R$69,2 milhões no 2T19). Excluindo os impactos não recorrentes de R$22,1 milhões no 2T19, houve um crescimento de 25,7% no 2T20. Já o ROL da Navegação Costeira (Contêineres) foi de R$172,2 milhões no 2T20, em linha com a receita do 2T19 (R$173,4 milhões), devido ao sucesso da estratégia comercial adotada para o período.

“Tivemos um semestre atípico com isolamento social parcial e quase que total em algumas regiões, muitos dos nossos clientes entraram em férias coletivas ou tiveram suas operações interrompidas. Mesmo nesse cenário adverso, o nosso cenário de navegação mostrou-se resiliente e muito forte. Nesse cenário de crise, conseguimos acelerar o processo de conversão de cargas, conquistamos novos clientes, oriundos do modal rodoviário, e para os próximos trimestres seguiremos firmes em nosso propósito de contribuir com o desenvolvimento de uma matriz de transporte brasileira mais eficiente e sustentável”, ressalta.

Terminal de Vila Velha – TVV

Ilson Hulle, diretor de terminais da Companhia, afirmou que o TVV, assim como todo setor portuário sofreu impacto em seus volumes no segundo trimestre deste ano, por conta da forte retração do comércio mundial. No entanto, os resultados do negócio demonstraram uma forte resiliência em decorrência de uma série de ações antecipadas, logo que se percebeu a chegada da pandemia.

Apesar da queda na movimentação de contêineres em relação ao mesmo período do ano passado, quando a situação econômica era bastante diferente, e do forte impacto da Covid-19 na economia americana, gerando retração no embarque de chapas de granito para esse destino. Importante ressaltar que essa retração se concentrou no 2T20 e que, com a abertura da economia norte-americana, está ocorrendo forte retomada desde negócio. Além disso, o TVV foi beneficiado pelos bons volumes de exportação de café para Europa, Estados Unidos e Ásia, o que contribuiu para amenizar o impacto da crise. O consumo se mostrou estável, os preços internacionais estão acima da média dos últimos anos e o câmbio atual favorece o produtor local. A expectativa é que volumes continuem fortes no 2º semestre deste ano.

O EBITDA do TVV deste trimestre mostrou-se resiliente, atingindo o patamar de R$19,3 milhões, com redução de apenas 5,9% vs. 2T19. Considerando o semestre, o EBITDA teve performance superior, chegando ao valor de R$ 45,4 MM, 12,4% acima do 1S19.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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