Paletrans reporta crescimento de 7% no primeiro semestre de 2020

04/08/2020

A fabricante de equipamentos Paletrans Empilhadeiras encerrou o primeiro semestre de 2020 com crescimento de 7% em comparação ao mesmo período de 2019, impulsionado pelo aumento das operações de clientes que exercem atividades consideradas essenciais para o enfrentamento da pandemia do Coronavírus. Em meio à desaceleração geral imposta ao mercado, a marca refez suas projeções, seguiu com as vendas, investiu em processos e expansão da rede de distribuidores.

“O cenário causado pela pandemia foi o fator principal que afetou nossas projeções no primeiro semestre. Por outro lado, cerca de 60% da nossa carteira de clientes é composta por empresas consideradas serviço essencial e o aumento significativo de suas operações quase supriu a queda no volume dos outros 40%”, revela Denis Dutra de Oliveira, CEO da Paletrans Empilhadeiras.

Segundo explica o executivo, esses clientes anteciparam os investimentos que costumavam ser feitos entre o terceiro e quarto trimestres do ano, puxados pela demanda gerada no e-commerce. Entre os equipamentos que lideraram as vendas estão as empilhadeiras manuais (modelo LM) e patoladas (modelo PT), produtos de menor valor agregado e que se mostraram alternativa de menor custo para manutenção ou expansão das operações.

“O ponto-chave para continuarmos estáveis nesse momento de crise foi investir em pessoas. A Paletrans adotou mais de 40 ações mitigatórias e investiu em duas diferentes frentes: a primeira, e mais importante, recursos para oferecer um ambiente seguro para nossos colaboradores continuarem trabalhando. A segunda frente refere-se à verticalização dos processos, pois menos de 20% dos nossos componentes dependem de fornecedores externos e isso foi crucial, já que houve uma parada generalizada em diversos segmentos da economia, tanto no Brasil quanto no exterior, dificultando a produção de produtos”, detalha Oliveira.

Ainda no primeiro semestre de 2020, a Paletrans Empilhadeiras investiu na sua rede de distribuidores, como como parte de um processo de reestruturação da marca iniciada em 2019. Houve expansão de 28% da rede em comparação ao mesmo período de 2019 e isso é atribuído à saída acelerada de outros players do mercado e, também, pela estratégia de avançar nas regiões Centro Oeste, Norte e Nordeste.

“Lançamos um portal na internet específico para atrair pequenos empresários interessados em se candidatar a distribuidor autorizado da nossa marca. A iniciativa trouxe os resultados esperados e, desde o lançamento, estamos efetivando em média duas novas revendas por semana, aumentando não apenas as vendas, mas sendo uma marca que está contribuindo para que pessoas e empresas superem esse momento de instabilidade fortalecendo seus negócios”, reforça Oliveira.

Para o segundo semestre, o CEO da Paletrans destaca que o mercado da fabricante de equipamentos usualmente tem uma sazonalidade de 10% a 15% a mais de vendas, em comparação ao primeiro semestre, entretanto, como parte dos clientes antecipou as compras com a pandemia, acredita-se que o crescimento acumulado em 2020 ficará em torno dos 10%, considerando entre esses valores um aumento natural em fatia de mercado decorrente das novas estratégias empreendidas pela empresa.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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