Hapag-Lloyd inaugura Quality Service Center em Santos

30/10/2019

A Hapag-Lloyd concluiu a transferência de todas as áreas da empresa não relacionadas a vendas do Brasil para a cidade de Santos, ao concluir, o processo completo de transformação e implantação do conceito global de Quality Service Center (QSC).

“Com todos juntos no mesmo espaço, temos maior sinergia e melhor qualidade de atendimento ao cliente. Por isso, a mudança está alinhada com a política global da Hapag-Lloyd que almeja ser a número um qualidade até 2023”, disse Luigi Ferrini, vice presidente sênior para o Brasil. De acordo com Ferrini, a mudança também criou novas vagas de empregos em Santos.

A Hapag-Lloyd tem Quality Service Centers pelo mundo. A proposta destes centros é oferecer aos clientes o melhor serviço possível, com o atendimento ao cliente, operações e administrativo no mesmo local. Na China, um outro Quality Service Center foi inaugurado em maio, com 429 colaboradores. Já está em funcionamento desde 2017 um Quality Service Center em Atlanta, nos Estados Unidos.

Na visão do executivo, a centralização de todos os departamentos traz muitos ganhos para a empresa. “Agora ficou mais fácil manter os padrões de qualidade, implantar novas ferramentas e novas políticas.” Segundo Ferrini, o grande desafio é incrementar a qualidade antes do embarque e depois do desembarque da carga.

A Hapag-Lloyd oferece 11 serviços semanais entre Brasil e diferentes mercados. Todos eles são operados através de uma frota de navios carregados de contêineres. O portfólio de serviços da companhia cobre completamente os mercados exportadores brasileiros, sendo alguns dos mais importantes destinos a Costa Sul Oeste Americana, América Central, América do Norte, Norte e Sul da Europa, Caribe, Ásia e Oriente Médio. Todos os serviços têm capacidade disponível para carga geral e carga refrigerada. A Hapag-Lloyd, como uma das principais companhia de transporte marítimo do mercado, cobre a maioria dos portos nas regiões central, norte e sul do Brasil.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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