Fique atento às leis de restrição de circulação de camihões na região metropolitana!

24/06/2019

As restrições de circulação a caminhões na região metropolitana dificultam a movimentação de cargas no território compreendido, principalmente devido ao seu planejamento feito de maneira individualizada. Pelo fato de cada município ter o domínio de suas estradas e ruas, as prefeituras são livres para restringir arbitrariamente os locais de restrição à circulação, bem como as características dos veículos que trafegam pelas vias municipais. Porém, para o usuário é difícil distinguir onde um município acaba e onde o próximo começa, e também saber qual legislação que se aplica em cada caso, o que acaba gerando dúvidas e infrações de trânsito aos transportadores que realizam operações intermunicipais, além da perda de produtividade para encaixar as entregas com as janelas de restrições. O resultado é certeiro: custo elevado no transporte e nas entregas em áreas urbanas, dificuldades operacionais e confusões com horários, cadastros e formato de entregas em diferentes municípios.

Em 2017, o IPTC lançou o primeiro Guia de Restrições de Circulação na Grande Região Metropolitana de São Paulo, após um extensivo trabalho de catalogação e compreensão da legislação municipal em mais de 50 municípios próximos à capital paulista.  O resultado foi muito bem aceito pelos transportadores de carga, pois facilitou a consulta de horários e condições de transporte em um único guia ilustrado, sendo amplamente adotado e solicitado por motoristas e setores operacionais de empresas de transporte. Este material foi apresentado também a diversos conselhos públicos, dentre eles secretarias de transporte municipais e estaduais, consórcios intermunicipais, câmaras temáticas e outras iniciativas de interesse público que estão de alguma forma ligados ao planejamento urbano do transporte de cargas, surpreendendo diversos gestores públicos que não estavam a par deste problema.

Com a mudança da legislação e  liberação do VUC – Veículo Urbano de Cargas no município de São Paulo com relação ao rodízio municipal, bandeira do SETCESP que se fortaleceu após o lançamento do primeiro guia, este ano estamos atualizando a versão digital deste documento, após um novo levantamento junto às prefeituras e secretarias municipais. No total, nove municípios realizaram algum tipo de ajuste ou modificação em suas restrições de circulação, desde mudanças simples de horários, até reclassificação das vias restritas no município. A nova atualização traz também informações sobre a legislação vigente no município e forma de cadastro dentro dos referidos departamentos de trânsito, auxiliando o transportador a buscar informações de maneira mais fácil e coordenada, inclusive abre portas para se estudar um cadastro unificado para o transporte na Região Metropolitana de São Paulo.

É fundamental que o transportador rodoviário esteja atualizado e antenado com a legislação vigente ao transporte de cargas, para evitar multas e desnecessária oneração no sistema de transporte. Apenas no município de São Paulo, a maior parte das infrações cometidas por caminhões – 56% delas, um total de 272.528 no ano de 2018  – são relacionadas à circulação em local e horário não permitidos. O IPTC continuará atualizando este material constantemente, e expandindo para outras regiões metropolitanas, como por exemplo Santos e Campinas, que também compartilham do mesmo problema.

 

Conheça melhor os  serviços do SETCESP em www.setcesp.org.br.

 

 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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