IVECO amplia reformulação da rede de concessionárias com inauguração no Paraguai

03/04/2019

A Rodomaq inaugurou a terceira unidade no Paraguai, na cidade de Capiatá, região metropolitana da capital Asunción. A concessionária, de grande porte, atenderá as marcas IVECO, Case Construction e FPT Industrial, da CNH Industrial, assim como já acontece na unidade de Ciudad del Leste. A nova revenda atende a demanda por caminhões, máquinas de construção, motores, peças e serviços.  

Marco Borba, vice-presidente da IVECO para a América do Sul, afirma que esse movimento faz parte de um trabalho contínuo da montadora para expandir a capilaridade no mercado de transportes do Paraguai. “Ampliamos nossa oferta de produtos, com caminhões exportados do Brasil e da Argentina, e serviços, em um mercado com potencial de crescimento no transporte de cargas e no transporte de passageiros.” 

No portfólio da IVECO, os destaques ficam por conta do Tector Auto-Shift, com transmissão automatizada, e do novo integrante da Hi-Family, o pesado Hi-Road, oficialmente apresentado ao mercado paraguaio durante o evento que marcou a abertura da Rodomaq Capiatá. 

No transporte de passageiros, a marca apresentou o chassi 70C17 4X4 off road, que opera em zonas mistas. Ricardo França, gerente Comercial da IVECO BUS para a América do Sul, destaca ainda que a montadora entregou um chassi 170S28, encarroçado, que será utilizado pela Rodomaq em demonstrações para clientes. “A ideia é que o empresário do transporte tenha a experiência de operar um modelo da IVECO BUS para conferir as vantagens que nosso produto proporciona, como durabilidade e economia de combustível.” 

Marcelo Assis, responsável pela Rede IVECO na América do Sul, ressalta que a montadora está reestruturando a rede de concessionárias no continente para proporcionar, para o transportador e para o autônomo, agilidade e profissionalismo nos atendimentos de venda e pós-venda. “Evoluímos cada vez mais na América do Sul com a padronização e a busca pela excelência no contato com nossos clientes.” 

A concessionária Rodomaq, com 13 mil metros quadrados, tem uma equipe de 22 colaboradores treinados pela fábrica e está localizada na principal rodovia do país, a Ruta 2, que liga as cidades de Ciudad del Este e Asunción. A estrutura tem 17 boxes de atendimento, e conta com serviços de assistência técnica, reposição de peças genuínas e venda de produtos. 

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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