Inaugurado novo Centro de Distribuição De Heus no Nordeste

24/09/2018

Com 107 anos no mercado de nutrição animal, a multinacional holandesa De Heus expande-se por todo o globo e também no Brasil, desde 2012. A empresa está entre as 15 maiores do mundo em nutrição animal, com mais de 50 unidades de produção e uma rede internacional de pesquisa e desenvolvimento técnico de produtos, com presença comercial em mais de 75 países.

Na comemoração de seis anos da empresa no Brasil, a companhia inaugurou uma nova base logística em Caruaru (PE), importante polo de avicultura do Nordeste. A região é destacada por ter sólidas perspectivas de expansão na avicultura, hoje com cerca de 8% da produção nacional. O segmento é um cenário rico em oportunidades, pois a carne de frango é atualmente a proteína animal preferida no país, com um consumo médio anual de 44 kg per capita, acima da carne bovina e da carne suína, com 35 e 14 kg, respectivamente. “Ao inaugurar esta base logística, estamos construindo uma ponte para o futuro ao lado dos produtores da região, pois nosso objetivo é proporcionar ganhos de eficácia e precisão no atendimento de toda a avicultura regional”, explica o presidente da companhia no Brasil, Hermanus Wigman.

O Gerente de Negócios — Aves da De Heus, Renato Klu, afirma que a instalação do primeiro Centro de Distribuição da empresa no país, além de facilitar o atendimento local – Agreste e Sertão-, também possibilita ganhos de eficiência logística, além de maior agilidade no recebimento de matérias-primas importadas pela companhia devido à proximidade do Porto de Suape. “Trabalhamos com equipe técnico-comercial em contato direto com o produtor nas principais regiões avícolas no Brasil; e agora instalados em Caruaru, reforçamos a parceria com a avicultura nordestina. Buscamos sempre apresentar soluções específicas para aumentar ainda mais a competividade e ampliar os resultados da atividade de produção de proteína animal”, complementa.

O novo Centro de Distribuição conta com uma estrutura de 1.100 m², potencial para armazenagem de mais de 600 toneladas e foi inaugurada com uma cerimônia no local, com presença de diretores da empresa e autoridades municipais, como a prefeita Raquel Lyra. No mesmo dia foi realizado, em Gravatá (PE), um evento para empresários da região que contemplou o lançamento da ração inicial Galdus para frangos de corte, com as presenças especiais do economista Alexandre Mendonça de Barros e do médico-veterinário Antonio Froilano, que desenvolveram palestras sobre as tendências do mercado nacional e mundial de grãos e carnes, e a importância do manejo da nutrição nas primeiras semanas dos frangos de corte, respectivamente.

Desde quando iniciou suas atividades no Brasil, a De Heus mais que triplicou as operações, ampliando a linha de produtos para atender aos principais segmentos da produção animal – suínos, bovinos de corte e leite, frangos e poedeiras – e hoje está presente em todo país e com expansão para a América Latina, desenvolvendo programas nutricionais customizados para cada sistema de produção. “Integração global e vanguarda tecnológica em produtos e serviços é o padrão de excelência nutricional oferecido pela nossa empresa ao mercado brasileiro e à evolutiva avicultura do Nordeste”, finaliza Rinus Donkers, diretor LATAM da empresa.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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