Inauguração da nova fábrica De Heus agita o agrobusiness no Paraná

21/08/2017

A inauguração da nova fábrica dedicada da De Heus, em Toledo, movimentou o agrobusiness no Paraná e reuniu empresários, produtores, cooperativas e autoridades da região, como o prefeito da cidade, Lucio de Machi; o secretário de desenvolvimento econômico, Paulo Almeida; e o ex-prefeito Beto Lunitti. Também prestigiaram o evento: Koen De Heus, CEO global da empresa; e Ton van der Laan, membro do Board do Grupo Royal De Heus; que vieram da Holanda para o lançamento.

Segundo o diretor-presidente da empresa, Hermanus Wigman, essa nova unidade de fabricação é estratégica para o crescimento da empresa, porque traz um novo paradigma quanto a padrões de qualidade e de segurança sanitária em rações pré-iniciais para suínos e aves. “Trata-se de uma evolução tecnológica para a nutrição animal, pois é uma evolução na eficiência nutricional dos sistemas produtivos, uma evolução no perfil de saúde e bem-estar dos animais, uma evolução na competitividade de nossos clientes e na rentabilidade das cadeias produtivas de aves e suínos”, destacou, no discurso de abertura.

Ele salientou que a fábrica dedicada da De Heus implantou uma tecnologia inovadora e evolutiva para a produção de rações iniciais, que está em perfeita sintonia com as crescentes demandas do Século 21 por excelência produtiva, alta qualidade e saudabilidade dos alimentos. “Nossa intenção é estimular o progresso do campo, ajudando cada produtor a tirar o máximo de seu rebanho”, completou Koen De Heus, CEO global da empresa.

“Essa tecnologia já é desenvolvida na Europa, conforme às exigências do mercado europeu por rações sem adição de antibióticos, o que proporciona produtos de absoluta segurança sanitária, alinhados aos conceitos de alimentação animal, com maior valor nutricional e uso racional de aditivos”, explicou Wigman.

O diretor-presidente da empresa destacou, também, que houve um investimento de 25 milhões de reais – todo ele oriundo de capital próprio. “A Unidade Industrial De Heus de Toledo foi concebida com um sistema produtivo inédito, de alto padrão, com capacidade de até 50 mil toneladas/ano de rações iniciais para suínos, em dois turnos. Um volume com potencial para alimentar 8 milhões e meio de leitões por ano – plantel equivalente à produção média de 280 mil matrizes alojadas. Nela, já estamos produzindo a nova linha de Rações Premium Romelko para leitões, que revoluciona o conceito de alimentação antes e após o desmame, potencializando a saúde intestinal dos animais e seus resultados de crescimento”, detalhou.

Toledo foi escolhida estrategicamente para a nova unidade De Heus, pois é considerada “a capital do agronegócio do Paraná” – incentivado pelo solo fértil e plano -, onde se concentram cooperativas e outras diversas empresas do segmento. O município é um dos maiores produtores de grãos do interior do estado e possui cerca de um milhão de suínos em criação. “Para o município a nova fábrica só vem agregar benefícios, como renda, emprego, divisas, e ainda vai qualificar a produção da região”, salienta o prefeito de Toledo, Lucio de Machi. Para o secretário de desenvolvimento econômico do município, Paulo Victor Almeida, a chegada da De Heus – que está estabelecida em mais de 50 países – traz desenvolvimento e integração global à cidade paranaense.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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