TCP amplia em 9% capacidade de tomadas reefer

03/06/2016

A TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, finalizou a primeira etapa do projeto de ampliação do parque de tomadas para contêineres de cargas refrigeradas (reefer), reforçando sua posição como o Terminal com maior número de tomadas disponíveis no Brasil. Com a recente instalação de mais 264 novas tomadas o terminal conta agora com um total de 3096 pontos para reefer, um crescimento de 9% sobre o parque anterior.

A expansão do parque de tomadas reefer do Terminal foi motivada pelo aumento crescente da demanda por exportações de cargas refrigeradas neste ano, na ordem de 11%.

Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial da TCP, informa que até o primeiro semestre de 2017, o Terminal deve acrescentar mais 528 tomadas ao seu parque. “Com esta ampliação a TCP estará preparada para atender a demanda até 2023. Sem restrição para a admissão de cargas refrigeradas, o Terminal também aumenta sua competitividade comercial, conseguindo oferecer o melhor serviço a o melhor custo”, destaca.

Além do grande número de tomadas reefer disponíveis, o que faz com que o Terminal de Contêineres de Paranaguá esteja pronto para receber contêineres 24 horas por dia, a TCP conta com o maior número de vistorias dos órgãos intervenientes da área de influência, o que garante uma rápida liberação de cargas para embarque. “Com isso, garantimos ao exportador que as cargas refrigeradas exportadas por Paranaguá estejam de acordo com os padrões dos mais exigentes mercados, como é o caso da Rússia”, diz Moraes e Silva.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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