Mercado de pesagem ganha poderoso indicador para controle de dosagem e automação

30/05/2016

Uma notícia, no mínimo, animadora em pleno cenário recheado de desafios. A Weightech, representante exclusiva dos mais consagrados fabricantes mundiais de equipamentos de pesagem como HBM e Vishay, lançou no mercado seu novo indicador WT21-CS. O equipamento impressiona pela quantidade de atributos disponíveis para sistemas de pesagem, sobretudo industrial. Com especial vocação para controles de dosagem, o WT21-CS pode ser instalado em painel (CS), em colunas ou bancadas (CSi). E simplesmente dispensa a necessidade de equipamentos complementares para comunicação em rede, além de ser inteiramente parametrizável.

Recém-lançado, o WT21-CS já foi validado por indústrias do setor agrícola e de construção civil de algumas regiões do Brasil, e promete melhorar qualquer sistema de automação de pesagem que ainda não o tenha sido utilizado.

Indicador Weightech
A família de indicadores WT21 da Weightech já é reconhecida pelo seu potencial em dosagens e sua alta capacidade de parametrizações. O projeto do WT21-CS veio para evoluir seu DNA de eficiência em dosagem, potencializando a agilidade dos processos com funções de dosagem stand-alone (sem a necessidade de um operador humano), diversos protocolos de comunicação incorporáveis (incluindo protocolo de rede fieldbus com gateways independentes), dosagem de fluxo por batelada com parametrização de queda-livre, além de dosagem por perda de peso para controle de materiais, um diferencial não encontrado em equipamentos equivalentes.

E o grande mérito do WT21-CS não é só esse. Um completíssimo painel com 29 leds auxiliares (incluindo os de funções parametrizáveis), leitura rápida de peso por barra gráfica, teclas numéricas, navegação rápida e teclas multifuncionais reduzem sensivelmente o tempo investido na parametrização e nas configurações do equipamento em campo.

Logística
Com sede Florianópolis (SC) e escritórios de vendas em São Paulo (SP) e Miami (EUA), a Weightech tem especial eficiência logística para atender todas as Américas, sendo que a maior parte de seus mais de 200 itens em catálogo, incluindo o indicador WT21-CS, está disponível para pronta-entrega via transportadora direta ou por um de seus distribuidores.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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