Ações de sustentabilidade da Panalpina são reconhecidas internacionalmente

05/05/2016

A operadora logística Panalpina publicou recentemente o seu Relatório Corporativo de Sustentabilidade, que explora a metodologia usada pela empresa em 2015 para avaliar os impactos das suas operações no meio ambiente e nas comunidades aonde opera.

Preparado de acordo com as Orientações G4 da Global Reporting Initiative (GRI), o relatório traduz o comprometimento da Panalpina em associar a sustentabilidade à sua estratégia operacional. “Os programas corporativos de sustentabilidade e relatórios da Panalpina estão constantemente evoluindo para atender as expectativas dos stakeholders e identificar as melhores oportunidades de aperfeiçoamento”, disse a responsável global por qualidade, saúde, segurança e meio ambiente da Panalpina, Lindsay Zingg.

Durante 2015, a Panalpina fortaleceu o seu compromisso de reduzir o impacto no meio ambiente, com foco no controle da emissão de gases de efeito estufa. Na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, realizada em dezembro de 2015 em Paris, foi anunciado que a Panalpina foi uma entre mais de 100 companhias internacionais e a única empresa de logística até agora a comprometer-se a definir metas de redução. A empresa recebeu a pontuação mais alta na sua história no programa de cadeia de suprimentos Carbon Disclosure Project, com 94 de 100 pontos.

As medidas adotadas mundialmente pela operadora logística traduzem um alinhamento com as expectativas dos clientes da Panalpina, cada vez mais exigentes em termos de monitoramento do impacto que as operações da empresa eventualmente tenham no meio ambiente e dos passos decisivos para diminuí-lo. O diretor comercial global da Panalpina, Karl Weyeneth, declarou: “Muitos dos nossos clientes querem ter dados precisos sobre os impactos ambientais de nossos serviços e exigem que a sustentabilidade e temas ambientais façam parte da apresentação da nossa proposta”.

Em destaque no relatório estão os feitos da empresa no ano passado, como a redução de 4% na emissão de gases de efeito estufa na comparação com 2014, além da diminuição de 16% da utilização de papel, de 11% no uso de água e de 5% no de eletricidade.

Brasil — No Brasil, a preocupação com a interferência no meio ambiente segue os mesmos padrões de controle que a Panalpina emprega em todos os países nos quais opera. De acordo com o diretor de Qualidade da Panalpina Brasil, Adriano Bronzatto, diversos programas foram realizados no ano passado, com resultados expressivos, como a redução de 23% no número de incidentes operacionais e a parceria com a Cruz Vermelha na realização de trabalhos voluntários e de donativos para campanhas do agasalho e natal beneficiando centenas de famílias.

Outras ações implementadas pela Panalpina Brasil garantiram a redução de gases de efeito estufa, como a implementação da política de uso de combustível renovável não fóssil (etanol) nos veículos da empresa para a redução de emissões de CO2. “Adicionalmente, a adoção de condutas e a colaboração de toda a equipe Panalpina Brasil permitiram a diminuição do consumo de papel em 8,8% e de eletricidade em 10,8%”, conta Bronzatto.

O executivo explica que as metas foram atingidas como resultado de um processo de conscientização de todos os colaboradores da empresa, em todos os níveis hierárquicos. “Realizamos anualmente a semana de sustentabilidade ambiental e social durante a qual todos os colaboradores e parceiros são envolvidos na conscientização, mobilização e ações que ampliam nossos programas internos de reciclagem, uso consciente dos recursos naturais e responsabilidade social da empresa e como cidadão”, finaliza o diretor de Qualidade da Panalpina Brasil.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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