Cooperativa Languiru inaugura centro de distribuição com estruturas da Bertolini

30/03/2016

Para se manterem competitivas diante dos desafios do cenário econômico, as empresas precisam reinventar-se diariamente, buscando melhorias e mais eficiência em seus processos. Atenta a essa necessidade de surpreender o mercado com serviços de excelência, a Cooperativa Languiru inaugurou o Centro de Distribuição Vale do Taquari, em Teutônia. Sua localização centralizada entre as unidades industriais da cooperativa agiliza e facilita o trabalho de logística. A fim de reduzir custos de operação e garantir ainda mais qualidade aos seus produtos, o CD conta com soluções da Bertolini Sistemas de Armazenagem.

O presidente da Languiru, Dirceu Bayer, ressalta que o investimento se fez necessário diante do crescimento da cooperativa. “Precisamos do reforço dessa estrutura de Central de Distribuição para mantermos o resfriamento e o congelamento dos produtos. Além disso, é uma exigência do próprio Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que cobra um local de carregamento único. Isso nos oferece ganhos bastante grandes em logística, pois o fracionamento, que antes era realizado em cada uma das nossas unidades industriais, agora é centralizado. Conseguimos, também, desafogar as unidades fabris em termos de espaço para estocagem”, justifica.

Com área total de 5.200m², dividida em dois pavimentos, o CD tem capacidade de armazenagem de 2,4 milhões de litros de leite UHT. De sua área construída, 1.100m2 são destinados às câmeras frias na parte superior do prédio com espaço para cerca de 260 toneladas de produtos congelados, aproximadamente 80 toneladas de produtos resfriados de aves e suínos, e em torno de outros 320 pallets de laticínios. A área seca, com 800m², ainda serve de armazenagem para embalagens e produtos derivados de leite que não necessitam de refrigeração. “Com este espaço procuramos atender às necessidades e expectativas dos clientes da Languiru, com menor movimentação e ônus logístico, além de redução de custos com aluguel de prédios para armazenagem”, destaca o gerente comercial da Languiru, Jaime Rückert.

Para o projeto foram escolhidas as estruturas de Drive In e Porta Pallet: no primeiro piso o Drive In possibilita a armazenagem de pallets de Leite UHT; no segundo piso a escolha foi pela combinação de Drive In e Porta Pallet para facilitar a separação de pedidos e envio ao cliente. “A Bertolini procura desenvolver projetos personalizados, de acordo com a necessidade da empresa. No caso da Languiru, o Drive In permite a blocagem na operação e mais quantidade de pallets armazenados, enquanto o Porta Pallet garante ao mesmo tempo seletividade e flexibilidade”, destaca o representante comercial da Bertolini Sistemas de Armazenagem, Guilherme Bertolini Casagranda.

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
JSL lança “Estrada de Prêmios” para fidelizar motoristas, reduzir turnover e ampliar eficiência operacional
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
ID Logistics Brasil inaugura centros de distribuição para a Amazon e amplia operação de fulfillment
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Alta no tráfego rodovias paulistas reflete avanço de veículos leves e pesados, aponta Veloe/Fipe
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Gestão climática ganha relevância no setor logístico diante de eventos extremos: destaque do primeiro ABOL Day do ano
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
Frete mínimo da ANTT: o que muda para embarcadores e transportadoras no TRC, segundo a Mundo Seguro
A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

As mais lidas

01

Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor
Transporte de cargas perigosas: falhas operacionais aumentam riscos e exigem mais segurança, adverte consultor

02

Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega
Shopee inaugura centro de distribuição fulfillment em Minas Gerais e reduz prazos de entrega

03

Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal
Intermodal 2026 chega à 30ª edição como hub estratégico da logística global e vitrine de inovação, negócios e integração multimodal