Ministro dos Portos participa da Intermodal South America na próxima semana, em São Paulo

29/03/2016

O Ministro dos Portos, Helder Barbalho, participará da 22ª edição da Intermodal South America, que começa na próxima semana, em São Paulo. Ele estará presente na solenidade de abertura do maior evento das Américas para os setores de logística, transporte de cargas e comércio exterior, às 11h30, no dia 5 de abril. Também participarão da cerimônia o presidente da INFRAERO em exercício, João Marcio Jordão, o Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC),  Daniel Godinho, o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Macedo Bastos, o diretor geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Fernando José de Pádua Costa Fonseca, entre outras autoridades do setor.

Nesta edição, o evento exerce papel ainda mais importante diante do atual cenário socioeconômico do País. O gerente geral da Intermodal South America, Ricardo Barbosa, espera que a feira atue como um agente, contribuindo para o incremento do volume de negócios da cadeia como um todo. “É preciso pensar em soluções para os desafios que foram impostos e a Intermodal é o momento oportuno para discutir alternativas que impulsionem a cadeia logística”, aponta.

Uma das propostas para discutir estas alternativas são as conferências realizadas durante o evento. Iniciativas de incentivo a competitividade e produtividade dos setores, planos e projetos de infraestrutura e projeções para os próximos anos estão na pauta dos principais especialistas e autoridades que fazem parte da grade de palestras.

Entre os palestrantes estão o gerente de Infraestrutura Logística da INFRAERO, Carlos Magno Leite; o economista chefe do Banco do Brasil, Élcio Gomes Rocha; o secretário do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Maurício Muniz Barreto de Carvalho; o presidente da Câmara de Infraestrutura & Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Edeon Vaz Ferreira, além do diretor prsidente da CODESP, José Alex Botelho Oliva, o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski; entre outros.

O fio condutor das conferências é o pacote de investimentos anunciado pelo Governo Federal para atender a demanda de infraestrutura nos transportes e portos do País. O tema será discutido no Seminário Intermodal Político Econômico, no dia 5 de abril, a partir das 8h30. Já no dia 6 de abril, a cadeia de abastecimento será o tópico das discussões durante o Seminário Intralogística, que aborda questões como planejamento, controle, estratégias e gestão eficiente da logística inbound, de armazenagem e movimentação de materiais. O Seminário Innovative Supply Chain fecha a programação das conferências no dia 7 de abril com debates sobre as tendências e inovações para aprimorar gestão da cadeia de suprimentos, que consiste em uma série de ações para promover a logística integrada.

Negócios – O crescente número de negócios gerados durante a Intermodal South America atrai cada vez mais embarcadores de cargas interessados em oportunidades, que em 2015 representaram 68% do público do evento. Tratam-se de executivos em busca de soluções logísticas para a distribuição de suprimentos para as cadeias de alimentos, bebidas, cigarros, automotivo, farmacêutico, médico, metalúrgico, petroquímico, petróleo, gás, construção civil, eletrônicos, entre outros.

Um dos diferenciais da Intermodal South America é congregar um diversidade única de agentes especialistas em definir soluções de transporte e de logística, tais como companhias marítimas, empresas de transporte rodoviário, aéreo e ferroviário, portos, terminais, agentes de carga/freight forwarder/NVOCC, operadores logísticos, EADIs, aeroportos, condomínios logísticos, equipamentos, tecnologia, segurança, e-commerce, softwares e sistemas, entidades, bancos, corretoras e seguradoras, logística refrigerada, entre outros.

Adicionalmente, em mais um ano consecutivo, a Intermodal acontece simultaneamente à InfraPortos South America, única feira na América do Sul dedicada à tecnologia e equipamentos para armazéns, terminais e portos. O evento também tem novidades em sua grade de conferências e espaço de exposição.

Serviço – Em 2016, a Intermodal South America conta com mais de 600 marcas de 25 países, representantes das mais diversas vertentes da cadeia, como transporte de cargas marítimo, rodoviário, aéreo e ferroviário; terminais; portos; agentes de carga; operadores logísticos; TI e serviços relacionados ao transporte nacional e internacional de carga. De acordo com os organizadores, a previsão é que cerca de 50 mil profissionais das áreas de embarque de cargas, transporte; logística, armazéns,  importação e exportação, atacado, varejo e outras visitem a feira este ano.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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