AmstedMaxion vence Prêmio Revista Ferroviária em duas categorias

24/03/2016

A AmstedMaxion é vencedora do 27º Prêmio Revista Ferroviária, nas categorias Melhor Fabricante de Veículos de Carga eMelhor Fabricante de Componentes para Material Rodante.

Na categoria Melhor Fabricante de Veículos de Carga, a empresa concorreu com GE Transportes Ferroviários e Randon S.A. Implementos e Participações. Com mais de 70 anos de atividades, a AmstedMaxion se uniu às gigantes norte-americanas Amsted Rail e Greenbrier para se tornar a solução completa e integrada para o segmento ferroviário, com projetos e serviços diferenciados e inovadores, de alta tecnologia e qualidade mundialmente reconhecida. Em 2015, a parceria possibilitou o primeiro e único projeto no Brasil com design revolucionário: o vagão HTH Triarticulado automatizado, que possui tecnologias que aperfeiçoaram o vagão Hopper, para transporte de grãos e açúcar. Além do novo design, aumento da capacidade de carga em cerca de 33% e facilidade de manutenção e reparos, o projeto conta com carga e descarga automatizados, que possibilitam o acionamento das tampas de carregamento e descarregamento através de um sistema pneumático para agilidade no escoamento das commodities. O projeto foi desenvolvido com o truque Motion Control (Truques Premium) com freio TMB incorporado, utilizando tecnologia de ponta, desenvolvido especificamente para as condições operacionais e de via permanente das ferrovias brasileiras, proporcionando, através da otimização do comportamento dinâmico do vagão, um aumento significativo da segurança operacional e vida útil dos componentes, principalmente rodas.

Na categoria Melhor Fabricante de Componentes para Material Rodante, a empresa concorreu com a Knorr Bremse, MWL Brasil Rodas & Eixos Ltda. Entre as inovações destaca-se o truque Motion Control, com capacidade para até 110ton, provido de adaptadores especiais de rigidez controlada que ajudam na dinâmica dos vagões de alta carga por eixo, além de permitir ajustes de suspensão e amortecimento variável com a lotação. Outros modelos de truques também são produzidos como o Swing Motion, Super Service e Ride Control. Na fundição também são fabricadas as Rodas Ferroviárias com aço microligado, com melhoria significativa na profundidade de endurecimento, uma vez que está constatada que quanto maior a dureza, menor a taxa de desgaste e a melhor performance em campo. Além desses produtos, a empresa produz componentes do Sistema de Choque e Tração como: engates com melhor performance de acoplamento e desacoplamento; braçadeiras fixas e rotativas reforçadas com maior vida útil e facilidade no processo de desmontagem.  Outros destaques são: Descarga Rápida Automatizada, que conclui o processo de descarga em até 5 minutos, e Tampa de Escotilha Plástica, com sistema automático de abertura de suas portas de carregamento, mais leve, à prova d’água e resistente à corrosão.

Os vencedores foram eleitos através de votação entre os assinantes e cadastrados no site da Revista Ferroviária no período de 11 de fevereiro a 18 de março. Vale lembrar que o Conselho da Revista Ferroviária já havia definido, no último dia 3, a Estrada de Ferro Carajás, como Melhor Operadora de Carga; a Supervia, como Melhor Operadora de Passageiros; e o empresário Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan, como Ferroviário do Ano de 2015. Todos ganhadores serão homenageados em jantar, precedido de coquetel, a ser realizado no dia 14 de abril, na Casa Fasano, em São Paulo (SP).

A AmstedMaxion recebeu o prêmio Melhor Indústria em 2004, 2005, 2009, 2010 e 2011, e Melhor Fabricante de Componentes para Material Rodante 2012 e 2013. Em 2007, Ivoncy Ioschpe recebeu o prêmio Ferroviário do Ano.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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