Exportação de grãos por contêiner cresce 90% na TCP

24/03/2016

A movimentação de commodities por contêineres pela TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá – é uma realidade crescente. Nos últimos quatro anos, o crescimento da conteinerização de grãos foi de 90%, gerando qualidade e agilidade para os exportadores, além de aumentar a vantagem comercial competitivas dos embarcadores.

O transporte de grãos como milho e soja pela TCP dá ao cliente a garantia da entrega no destino final com transit time otimizado. Enquanto o embarque do produto em navios graneleiros está sujeito às condições climáticas como a chuva, em contêineres isso não ocorre. “A demora no embarque dos grãos causada pelo tempo nesse tipo de veículo, além de atrasar o tempo da carga em trânsito e entrega nos seus destinos, ainda gera o aumento nos custos operacionais para o cliente”, explica Juarez Moraes e Silva, diretor Superintendente Comercial da TCP.

A vazão de produtos segregados como aqueles com maior índice proteico é outro problema resolvido pela conteinerização dos grãos. “O volume muito grande de grãos transgênicos (com menor de teor proteico), e cada vez maior, não permite que os navios graneleiros trabalhem com linhas de produtos segregados. Essa demanda também é resolvida pelos contêineres”, enfatiza.

Outra questão é que, ao ser embarcada em navios graneleiros, a carga sofre perdas ocasionadas pela movimentação. No caso dos grãos transportados pela TCP, a movimentação é menor e a perda tende a ser zero. Uma vez embarcado em um contêiner, o grão não será mais descarregado até chegar ao destino final, o que garante maior rastreabilidade do produto e menor índice de quebra.

Em relação aos custos operacionais e logísticos, o transporte por contêiner é também mais atrativo, ficando, em média,15% mais barato que o granel. “Esse valor pode ficar até 25% mais competitivo se o contêiner for levado até o porto por modal ferroviário”, enfatiza o diretor.

O Terminal de Contêineres de Paranaguá exporta grãos de produtores do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, que têm seus negócios, principalmente, com países de toda a  Ásia e Europa.

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