TNT Express adota entregas com bicicleta

17/02/2016

A TNT no Brasil aposta na mobilidade urbana e em projetos sustentáveis. Depois de iniciar as entregas no centro de São Paulo com bicicletas para atender o segmento têxtil, agora também implementa o projeto em outras unidades pelo País, por meio da sua unidade de negócios internacional, a TNT Express.

O projeto que está sendo desenvolvido em parceria com a EcoBike Courier está funcionando em caráter de teste e, já no primeiro mês, obteve ótimos resultados. Em São Paulo houve 439 entregas com 222 km pedalados e 16kg/CO2 evitados na atmosfera. Já em Curitiba, as entregas chegaram a 470 em 1.376 km pedalados, evitando assim, 100kg/CO2. Em Campinas os ciclistas percorreram 95,85km em suas 30 entregas e evitou 6,98kg/CO2.

A EcoBike Courier atua no mercado desde 2011 com serviços de entrega express realizados por Bikers distribuídos em pontos estratégicos de cada região, das sete cidades atendidas. Os ciclistas pedalam em média 80 km/dia e já deram seis voltas ao mundo em entregas, evitando mais de 17 toneladas de gás carbônico na atmosfera.

“A EcoBike Courier é um parceiro valioso. Hoje temos muitas entregas de documentos que são realizadas por motos. Com a utilização das bicicletas, temos uma redução de gastos com combustível, de impactos ambientais, e ainda conseguimos ser mais rápidos. Identificamos que para entregas em um raio de 5 a 10 quilômetros, as entregas realizadas com a EcoBike Courier são mais rápidas, pois não sofrem os efeitos do trânsito, nem dificuldade para estacionar”, conta Murilo Silva, diretor da TNT Express.

A empresa também conta com uma ótima estrutura de operação com a contratação dos ciclistas e o fornecimento de equipamentos de segurança. Com isso, a empresa consegue baixa rotatividade de funcionários e a TNT não precisa fazer treinamentos constantes para atendimento de sua política de entregas.

“O trabalho com a TNT é um excelente oportunidade para EcoBike Courier expandir sua carteira de clientes internacionais, acelerar a inovação e desenvolver outras atividades no segmento de entregas sustentáveis.” completa Cristian Trentin, fundador da EcoBike Courier.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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