A tecnologia não é o futuro da logística…

16/08/2021

*Por Guilherme Juliani

…ela é o presente. Com todos os avanços tecnológicos na indústria e nas operações logísticas, um conceito que vem ganhando destaque é o da Logística 4.0. A ideia central dessa nova fase que o setor está adentrando nos últimos anos é utilizar processos inovadores para contribuir com todas as etapas da supply chain.

Em meio ao cenário atual, em que vemos o e-commerce tomando proporções gigantes em um tempo menor do que o esperado, a logística precisou se reinventar. O investimento em tecnologia é uma das principais maneiras de se adaptar às demandas crescentes, e não apenas tecnologia operacional, mas também os softwares e plataformas de gestão.

Há inúmeros programas para a gestão de armazém e roteirização que podem ser implantados nas empresas logísticas para administrar e monitorar todos os processos. No entanto, muitas vezes pode ser interessante para a operadora investir em desenvolver as suas próprias plataformas.

Essa é uma saída que traz inúmeras vantagens. Com a criação de um sistema personalizado, a empresa pode integrar todos os seus processos, customizar a interface, além de ter mais velocidade na implantação e nas melhorias do software. Hoje, não basta que um produto seja bom e tenha custo reduzido: é preciso que ele seja flexível e atenda às necessidades individuais de cada cliente ou empresa.

Um dos principais passos para o desenvolvimento de softwares personalizados é identificar as necessidades específicas que se quer suprir com determinado sistema. Para que as máquinas trabalhem a nosso favor, é preciso conhecer bem os problemas a serem resolvidos. Só assim as soluções serão efetivas e irão contribuir com os processos diários dentro da operação logística.

Eventualmente, pode ser que sistemas desenvolvidos por terceiros já sejam suficientes para a gestão de dados – nesse caso, é interessante tentar integrar as plataformas, alimentar diferentes softwares com dados de outras, para poder ter uma visão geral de toda a cadeia de operação.

Além do investimento em sistemas customizados, a tecnologia operacional não pode ser deixada de lado. Hoje, o setor logístico conta com tecnologia de ponta utilizando inteligência artificial, machine learning e automatização para inúmeros processos. Tudo isso contribui para que a capacidade de roteirização aumente e para que as empresas possam continuar suprindo as demandas de entregas decorrentes do crescimento do e-commerce no Brasil.

Todas essas inovações trazem inúmeros ganhos para as transportadoras, que podem alocar seus talentos em funções estratégicas, deixando as operações a cargo de máquinas que reduzem a taxa de erros e aumentam a velocidade das tarefas.

*Guilherme Juliani é CEO da logtech Grupo MOVE3, que compreende as empresas Flash Courier, Moove+, Moove+ Portugal, Jall Card e M3Bank, e Diretor de E-commerce do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP)

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