A importância dos hubs logísticos para o delivery

14/07/2021

Por Felipe Criniti*

A pandemia da covid-19, o isolamento social e as medidas restritivas foram agentes catalisadores para o setor de delivery – que já vinha em ascensão. Engana-se quem pensa que entregas se resumem a apenas o portador retirando a encomenda e levando para o consumidor.

Com mais frequência as empresas estão se adequando e se aproximando do formato de hub de logística, englobando todas as soluções do processo de entrega, como acompanhamento do pedido, ferramentas que agilizem os processos, facilidades para os entregadores, suprindo todas as etapas do processo de realização do pedido até seu destino.

Recentemente a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgaram uma pesquisa revelando que alimentação por delivery e compras de supermercado pela internet foram as categorias com maior crescimento no número de consumidores no comércio eletrônico em relação a 2019 e 2020. A entrega de comida saltou de 30% para 55% e as vendas de supermercado de maneira on-line aumentaram de 9% para 30%.

É importante lembrar que delivery é uma categoria ampla, não ficando limitada ao setor alimentício, embora ele seja o mais forte, e os processos de logística são basicamente os mesmos, independentemente do tipo de pedido. Por isso a otimização e os investimentos nos processos são importantes, abrindo com mais força espaço para os hubs logísticos.

Com o intuito de ajudar principalmente os pequenos empreendedores, o Sebrae disponibilizou diversos conteúdos gratuitos para estruturar seu negócio para o delivery, cartilhas específicas para quem tem restaurante ou atua em outro setor. Não se trata apenas de se cadastrar em uma plataforma de entrega.

A interface com o cliente precisa ser de fácil usabilidade, produtos bem detalhados, preço e disponibilidade de entrega e seu custo são fatores primordiais para que a loja consiga ter um bom desempenho no delivery, afinal, não há possibilidade de experimentar o casaco que se está comprando, por exemplo. Ou seja, a plataforma escolhida vai ajudar a converter as vendas. Pessoas em centros de distribuição, nas lojas ou shoppings precisam ter familiaridade com esse sistema e estar disponíveis para atender aos pedidos conforme a demanda e cuidar dos trâmites como emissão de nota fiscal e embalagem. Por fim, chega-se à entrega. Será via correios? Transportadora? Motoboy? O caminho é longo até que o produto chegue às nossas casas.

Ter e-commerce/delivery deixou de ser diferencial há muito tempo. Hoje é questão de sobrevivência, e, com a concorrência acirrada dos últimos meses, quanto mais otimizados os processos, mais os clientes satisfeitos e o fluxo de vendas se beneficiam. Existem muitos passos importantes antes de clicar no botão “confirmar entrega”.

*Felipe Criniti é CEO da Box Delivery, empresa especializada em soluções tecnológicas para serviços de logística. – boxdelivery@nbpress.com

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